Master Checklist

O Caminho do Pentester

Uma abordagem sistemática para testes de penetração garante que nenhuma etapa seja esquecida.

⚖️ Aviso Legal

Todo conteúdo desta aula é exclusivo para engajamentos autorizados por escrito e ambientes de laboratório (TryHackMe, Hack The Box, VMs locais). A execução não autorizada configura crime tipificado no art. 154-A do Código Penal Brasileiro (invasão de dispositivo informático), com pena de reclusão de 1 a 4 anos e multa, agravada se houver obtenção de dados ou prejuízo econômico.


🗺️ Visão Geral das Fases (Mermaid)

flowchart TD
    A([🔏 Fase 0<br/>Pré-Engajamento]) --> B([🔍 Fase 1<br/>Reconhecimento])
    B --> C([🔎 Fase 2<br/>Escaneamento e<br/>Enumeração])
    C --> D([💥 Fase 3<br/>Exploração])
    D --> E([🏠 Fase 4<br/>Pós-Exploração e<br/>Privesc])
    E --> F([🔒 Fase 5<br/>Persistência])
    F --> G([📤 Fase 6<br/>Exfiltração Simulada])
    G --> H([📄 Fase 7<br/>Documentação e<br/>Relatório])

    A:::pre
    B:::recon
    C:::scan
    D:::exploit
    E:::post
    F:::persist
    G:::exfil
    H:::report

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    classDef recon fill:#2b6cb0,stroke:#3182ce,color:#fff
    classDef scan fill:#2c7a7b,stroke:#38b2ac,color:#fff
    classDef exploit fill:#c05621,stroke:#dd6b20,color:#fff
    classDef post fill:#744210,stroke:#b7791f,color:#fff
    classDef persist fill:#553c9a,stroke:#805ad5,color:#fff
    classDef exfil fill:#702459,stroke:#b83280,color:#fff
    classDef report fill:#276749,stroke:#38a169,color:#fff

🎯 Fluxo de Decisão (Alvo: Interno ou Externo?)

┌─────────────────────────────────────────────────────────────┐
│                    1. DEFINIR ALVO                          │
└─────────────────────────────────────────────────────────────┘
                            │
                            ▼
┌─────────────────────────────────────────────────────────────┐
│         2. TIPO DE ATAQUE: INTERNO ou EXTERNO?              │
└─────────────────────────────────────────────────────────────┘
                            │
              ┌─────────────┴─────────────┐
              ▼                           ▼
     ┌───────────────┐           ┌───────────────┐
     │   INTERNO     │           │   EXTERNO     │
     │ (Rede Local)  │           │  (Internet)   │
     └───────────────┘           └───────────────┘
              │                           │
              ▼                           ▼
     Passo 3: Wi-Fi           Passo 4: Coleta de
     e Rede Local             Informações (OSINT)

📋 Checklist Detalhado por Fase

🔏 Fase 0: Pré-Engajamento

Escopo e Autorização

Esta fase equivale ao Pre-Engagement Interactions do PTES e ao Planning Phase do NIST SP 800-115. Sem autorização formal, qualquer passo seguinte configura crime.

Autorização e Escopo

  • Identificar o alvo: domínio, faixa de IP, organização
  • Redigir e assinar Acordo de Confidencialidade (NDA)
  • Obter Autorização de Teste por Escrito (Letter of Authorization, LoA)
  • Definir escopo: IPs/domínios incluídos e excluídos
  • Definir janela de tempo autorizada (horários de teste)
  • Definir Regras de Engajamento (RoE): o que pode/não pode ser feito
  • Identificar sistemas fora do escopo (produção crítica, sistemas de terceiros)
  • Definir contato de emergência do cliente para incidentes reais durante o teste
  • Documentar objetivos: caixa preta, caixa branca ou caixa cinza?
  • Combinar formato do relatório final com o cliente

Preparação do Ambiente

  • Montar VM de ataque isolada (Kali Linux, Parrot OS)
  • Configurar VPN ou rede isolada de laboratório
  • Instalar e atualizar todas as ferramentas necessárias
  • Verificar conectividade com o alvo dentro do escopo
  • Criar pasta de projeto com estrutura de evidências (screenshots, logs, outputs)

🔍 Fase 1: Reconhecimento (Intelligence Gathering)

OSINT e Reconhecimento Passivo

Corresponde à Intelligence Gathering do PTES e à etapa de Coleta de Informações no fluxo. Ver também: Information Gathering Frameworks (OSINT) e Coleta de informações.

Reconhecimento Passivo (sem contato direto com o alvo)

  • WHOIS do domínio e bloco de IPs (ver whois)
  • Pesquisa no Shodan por serviços expostos (ver shodan)
  • Pesquisa no Censys por certificados e hosts (ver censys)
  • Google Hacking (Google Dorks): arquivos expostos, painéis de admin, erros (ver Google hacking)
  • Coleta de e-mails via theHarvester, Hunter.io, email harvesting (ver Email harvesting)
  • Busca em redes sociais (LinkedIn, Twitter/X, GitHub) por funcionários e tecnologias (ver social media tools)
  • Análise de metadados de documentos públicos (PDFs, DOCx) com ExifTool ou FOCA
  • Consulta a bancos de dados de vazamentos (HaveIBeenPwned, Dehashed)
  • Enumeração de subdomínios via Sublist3r, Amass, crt.sh
  • Reconhecimento de tecnologias via BuiltWith, Wappalyzer, Shodan (ver Reconhecimento de tecnologias web)
  • Verificar arquivos robots.txt, sitemap.xml, .well-known/
  • Usar recon-ng para automatizar múltiplas fontes (ver recon-ng)
  • Verificar histórico via Wayback Machine (web.archive.org)
  • Identificar fornecedores e provedores de cloud (AWS, Azure, GCP) no DNS/WHOIS

Reconhecimento Ativo (contato direto com o alvo)

  • Identificar servidores de e-mail via registros MX
  • Enumeração de DNS (zonas, registros A, AAAA, MX, TXT, SPF, DKIM) (ver DNS Enumeration (Enumeração de DNS))
  • Realizar zone transfer (AXFR) se permitido
  • Detectar WAF (Web Application Firewall) com wafw00f
  • Fazer banner grabbing em serviços expostos (netcat, curl, telnet)

🔎 Fase 2: Escaneamento e Enumeração

Mapeamento da Superfície de Ataque

Corresponde à Vulnerability Analysis do PTES e ao escopo de Discovery do NIST SP 800-115. Ver também: Escaneamento de IPs e portas (Port Scanning) e Mapeamento de vulnerabilidades.

Escaneamento de Rede

  • Varredura de hosts ativos: nmap -sn <rede>/24 (ping sweep)
  • Port scanning completo: nmap -sS -sV -sC -O -p- --min-rate 5000 <alvo>
  • Identificar sistemas operacionais (OS fingerprinting)
  • Identificar versões de serviços (service version detection)
  • Escaneamento UDP em portas críticas: nmap -sU -p 53,67,68,69,123,161,162,500 <alvo>
  • Identificar portas filtradas vs. fechadas (possíveis bypasses de firewall)
  • Scan de vulnerabilidades com Nessus, OpenVAS ou Nuclei

Enumeração de Serviços

  • SMB/NetBIOS (porta 445/139): enum4linux, smbclient, crackmapexec
  • SNMP (porta 161): community strings padrão (public, private) com snmpwalk, onesixtyone
  • LDAP/Active Directory (porta 389/636): ldapsearch, BloodHound
  • FTP (porta 21): acesso anônimo, versão vulnerável
  • SSH (porta 22): versão, algoritmos permitidos (ssh -v, nmap --script ssh-auth-methods)
  • RDP (porta 3389): BlueKeep (CVE-2019-0708), NLA desabilitado
  • HTTP/HTTPS (portas 80/443/8080/8443): tecnologias, headers de segurança
  • DNS (porta 53): recursão aberta, zone transfer
  • NFS (porta 2049): exports acessíveis (showmount -e <alvo>)
  • MySQL/MSSQL/PostgreSQL (portas 3306/1433/5432): acesso sem senha, versões
  • MongoDB (porta 27017): instâncias sem autenticação
  • Redis (porta 6379): acesso sem senha, execução remota
  • Elasticsearch (porta 9200): índices públicos sem autenticação

Enumeração Web

  • Directory brute-force: gobuster dir, ffuf, dirbuster com wordlists SecLists
  • Identificar painéis administrativos: /admin, /wp-admin, /phpmyadmin, /manager
  • Detectar tecnologias com Nikto, WhatWeb
  • Enumerar parâmetros e endpoints com Arjun, Burp Suite
  • Verificar CORS, headers de segurança (CSP, HSTS, X-Frame-Options, X-Content-Type-Options)
  • Testar Virtual Hosts com wordlists de subdomínios

💥 Fase 3: Exploração (Exploitation)

⚠️ Apenas em Ambientes Autorizados

Corresponde à fase Exploitation do PTES. Todas as ações aqui requerem autorização explícita (LoA assinada). Ver Exploração do alvo.

Exploração de Serviços de Rede

  • Verificar credenciais padrão em todos os serviços identificados
  • Força bruta controlada: Hydra, Medusa (dentro do escopo autorizado)
  • Exploração de vulnerabilidades conhecidas: Metasploit, ExploitDB, searchsploit
  • Testar EternalBlue (MS17-010) em SMB desatualizado
  • Explorar credenciais reutilizadas (password spraying com CrackMapExec)
  • Testar Kerberoasting e AS-REP Roasting em ambientes AD
  • Explorar serviços de impressão (PrintNightmare, CVE-2021-34527)
  • Testar injeção SQL em bancos de dados com sqlmap
  • Explorar RCE via desserialização (Java, PHP, .NET)

Exploração Web (baseada no OWASP WSTG)

  • SQL Injection (WSTG-INPV-05): manual + sqlmap
  • XSS Refletido e Armazenado (WSTG-CLNT-01/02): payloads básicos e avançados
  • CSRF (WSTG-SESS-05): tokens ausentes ou fracos
  • IDOR (WSTG-ATHZ-04): troca de IDs em parâmetros e headers
  • Path Traversal / LFI / RFI (WSTG-ATHZ-01): ../../etc/passwd
  • SSRF (Server-Side Request Forgery): metadados de cloud (169.254.169.254)
  • XXE (XML External Entity): upload de XMLs maliciosos
  • Upload irrestrito de arquivos: webshells via extensões não filtradas
  • Quebra de Autenticação: brute force em login, bypass por manipulação de token JWT
  • Injeção de Comandos OS: ; id, | whoami, backticks
  • Open Redirect: abuso para phishing e bypass de filtros

Exploração de Redes Sem Fio

  • Identificar redes Wi-Fi do alvo (ver Ferramentas de redes sem fio (802 11))
  • WPS Attack: explorar vulnerabilidades do protocolo WPS com Reaver/Bully
  • Força bruta de WPA2: captura de handshake + hashcat/aircrack-ng
  • Evil Twin: criar ponto de acesso falso para capturar credenciais (ver Captive Portal)
  • Captive Portal: verificar existência e tentar burlar autenticação
  • Testar PMKID attack (sem cliente associado) com hcxdumptool
  • Avaliar possibilidade de acesso físico via cabo de rede (ver Ataques em rede local)

🏠 Fase 4: Pós-Exploração e Escalação de Privilégios

Demostrar Impacto Real

Corresponde ao Post-Exploitation do PTES e ao Post-Testing do NIST SP 800-115. Ver Escalonamento de privilégios. MITRE ATT&CK TA0004 (Privilege Escalation) e TA0008 (Lateral Movement).

Enumeração Interna (Pós-Acesso)

  • Identificar usuário atual e grupos: whoami /all, id
  • Listar usuários do sistema: net user (Windows), cat /etc/passwd (Linux)
  • Enumerar processos rodando: ps aux, tasklist
  • Listar serviços e aplicações instaladas
  • Verificar variáveis de ambiente (senhas em variáveis, tokens de API)
  • Mapear a rede interna: ipconfig /all, ip a, arp -a, netstat -an
  • Identificar shares SMB e arquivos de configuração com credenciais
  • Coletar hashes com Mimikatz (Windows) ou /etc/shadow (Linux)
  • Usar LinPEAS (Linux) ou WinPEAS (Windows) para enumerar vetores de privesc

Escalação de Privilégios (Linux)

  • Verificar permissões SUID/SGID: find / -perm -4000 2>/dev/null
  • Verificar entradas no crontab (scripts graváveis pelo usuário atual)
  • Verificar sudo -l: comandos permitidos sem senha
  • PATH Hijacking: diretórios graváveis antes de binários no PATH
  • Verificar arquivos .bash_history, .bashrc, .env com credenciais
  • Explorar kernel desatualizado: DirtyCow (CVE-2016-5195), Dirty Pipe (CVE-2022-0847)
  • Verificar serviços rodando como root com configurações graváveis
  • Abusar de capabilities Linux (cap_setuid, cap_net_bind_service)

Escalação de Privilégios (Windows)

  • AlwaysInstallElevated (registro): instalação de MSI como SYSTEM
  • Unquoted Service Paths: binários em caminhos com espaços sem aspas
  • Permissões fracas em serviços (sc qc, AccessChk)
  • DLL Hijacking: DLLs ausentes em caminhos graváveis
  • Token Impersonation: PrintSpoofer, RoguePotato, JuicyPotato
  • Credenciais no registro: reg query HKLM /f password /t REG_SZ /s
  • SAM/SYSTEM dump: extração de hashes locais
  • Pass-the-Hash com CrackMapExec ou Impacket

Movimento Lateral

  • Reutilização de credenciais em outros hosts da rede
  • Pass-the-Hash (PtH) e Pass-the-Ticket (PtT) em AD
  • Pivoting com Metasploit (route), Chisel, SSHuttle
  • Abuso de WMI, PsExec, WinRM para execução remota
  • Verificar confiança entre domínios (Domain Trust) no AD
  • BloodHound: mapear caminhos de ataque até Domain Admin

🔒 Fase 5: Persistência e Manutenção do Acesso

Manutenção do Acesso

MITRE ATT&CK TA0003 (Persistence). Ver Manutenção do acesso. Em pentest real: documentar SEMPRE que persistência for estabelecida e removê-la ao final do engajamento.

  • Backdoors de usuário: criar conta de usuário oculta (documentar e remover ao final)
  • Web shells: manter acesso via shell em aplicação web comprometida
  • Scheduled Tasks / Cron Jobs: execução automática de payload
  • Registry Run Keys (Windows): HKCU\Software\Microsoft\Windows\CurrentVersion\Run
  • Startup Folder: colocar payload em C:\Users\<user>\AppData\Roaming\Microsoft\Windows\Start Menu\Programs\Startup
  • Serviços Windows maliciosos: criar serviço que executa payload
  • SSH Authorized Keys (Linux): adicionar chave pública em ~/.ssh/authorized_keys
  • Rootkits de nível usuário: bibliotecas LD_PRELOAD, .bashrc modificado
  • Verificar persistência em BIOS/UEFI (apenas em engajamentos avançados Red Team)
  • Documentar TODOS os mecanismos de persistência criados para remoção pós-teste

📤 Fase 6: Exfiltração Simulada

⚠️ Apenas Simulação

MITRE ATT&CK TA0010 (Exfiltration). Em pentests reais, NUNCA exfiltrar dados reais de clientes. Usar arquivos de teste (honeydocs) para demonstrar o vetor.

  • Identificar dados sensíveis acessíveis: credenciais, PII, dados financeiros, propriedade intelectual
  • Testar exfiltração via HTTP/HTTPS para servidor controlado (Burp Collaborator, interactsh)
  • Testar exfiltração via DNS (dnscat2, iodine) para bypass de firewalls
  • Testar exfiltração via ICMP (tunneling) para redes com DPI
  • Verificar se DLP (Data Loss Prevention) bloqueia transferências
  • Testar compressão e criptografia de dados antes da exfiltração (bypass de IDS)
  • Verificar limites de tamanho de transferência e detecção por volume
  • Documentar o que poderia ser exfiltrado e o impacto de negócio correspondente
  • Testar via protocolos alternativos: SMB, FTP, SFTP para destinos externos
  • Verificar egress filtering: quais portas/protocolos saem sem bloqueio

🕵️ Fase 6.1: Apagando Rastros (Anti-Forensics)

Evasão e Ocultação

MITRE ATT&CK TA0005 (Defense Evasion) e TA0006 (Credential Access). Ver Apagando rastros.

  • Limpar logs de sistema: Event Viewer (Windows), /var/log/ (Linux)
  • Remover artefatos criados: binários, scripts, arquivos temporários
  • Reverter alterações em registros, crontabs, arquivos de configuração
  • Verificar se o antivírus/EDR detectou o payload (fonte valiosa de relatório)
  • Documentar TODOS os artefatos criados para garantir limpeza completa
  • Verificar timestamps de arquivos (timestomping) e restaurar se necessário
  • Remover todas as contas criadas durante o teste

📄 Fase 7: Documentação e Relatório

Entregável Final

Corresponde à Reporting do PTES e ao Post-Testing Activities do NIST SP 800-115. Ver Documentação Report.

Estrutura do Relatório

  • Resumo Executivo: para a diretoria não técnica. Impacto de negócio, risco geral, recomendações prioritárias
  • Metodologia: quais frameworks foram seguidos (PTES, OWASP WSTG, NIST SP 800-115)
  • Escopo: o que foi testado, janela de tempo, tipo de teste
  • Sumário de Vulnerabilidades: tabela com contagem por severidade (Crítico, Alto, Médio, Baixo, Informativo)
  • Achados Técnicos Detalhados: para cada vulnerabilidade encontrada

Para Cada Vulnerabilidade

  • Título e identificador único
  • Severidade baseada no CVSS v3.1 (Common Vulnerability Scoring System)
  • Descrição técnica clara
  • Prova de exploração (screenshots, output de comandos, logs)
  • Impacto: o que um atacante real poderia fazer
  • Recomendação de remediação com prazo sugerido
  • Referências: CVE, CWE, OWASP Top 10, MITRE ATT&CK TTP

Pós-Relatório

  • Agendar reunião de debriefing com o cliente
  • Oferecer reteste após aplicação das correções (retest/validation)
  • Arquivar evidências de forma segura (criptografada)
  • Destruir dados do cliente coletados durante o teste (conforme NDA)

1️⃣ Definir o Alvo

Escopo do Teste

  • Identificar o alvo (domínio, IP, organização)
  • Definir escopo autorizado
  • Obter autorização por escrito

2️⃣ Tipo de Ataque

Decisão Importante

TipoDescriçãoPróximo Passo
InternoAcesso físico ou via rede localIr para Passo 3
ExternoAcesso remoto via InternetIr para Passo 4

3️⃣ Ataque Interno (Rede Local)

Avaliação de Redes Sem Fio

a) Avaliação Inicial

  • Identificar redes Wi-Fi do alvo
  • Avaliar possibilidade de acesso físico (cabo de rede)

b) Ataques em Redes Sem Fio

AtaqueDescrição
WPS AttackExplorar vulnerabilidades do protocolo WPS
Força BrutaDescoberta de senha por dicionário/brute force
Evil TwinCriar ponto de acesso falso para capturar credenciais
Captive PortalVerificar existência e tentar burlar

c) Após Obter Acesso

Próximos Passos

Caso obtenha acesso à rede:


4️⃣ Coleta de Informações

Ferramentas de Coleta Ativa e Passiva

FaseFerramentas
Passiva (OSINT)whois, Google Hacking, Shodan, redes sociais
Ativanmap, nikto, dirb/gobuster, DNS enumeration

🧩 Mapeamento MITRE ATT&CK por Fase

ATT&CK Enterprise Matrix (2026)

Cada fase do pentest mapeia para táticas específicas do MITRE ATT&CK. Use para comunicar ao cliente quais TTPs (Táticas, Técnicas e Procedimentos) foram testadas.

Fase do PentestTática ATT&CKIDTécnicas Representativas
ReconhecimentoReconnaissanceTA0043Active Scanning (T1595), Phishing for Info (T1598), OSINT (T1589)
EscaneamentoDiscoveryTA0007Network Service Scanning (T1046), System Info Discovery (T1082)
ExploraçãoInitial AccessTA0001Exploit Public-Facing App (T1190), Valid Accounts (T1078)
Pós-ExploraçãoExecutionTA0002Command and Scripting Interpreter (T1059), WMI (T1047)
PrivescPrivilege EscalationTA0004Exploitation for Privesc (T1068), Abuse Elevation Control (T1548)
Movimento LateralLateral MovementTA0008Pass the Hash (T1550.002), Remote Services (T1021)
PersistênciaPersistenceTA0003Scheduled Task (T1053), Boot/Logon Autostart (T1547)
ExfiltraçãoExfiltrationTA0010Exfiltration Over C2 Channel (T1041), DNS (T1048.003)
EvasãoDefense EvasionTA0005Indicator Removal (T1070), Process Injection (T1055)

Nota 2026: Segundo o Picus Red Report 2026, 8 das 10 técnicas mais usadas por atacantes reais visam Evasão de Defesas, Persistência e C2 furtivo. Virtualização/Sandbox Evasion (T1497) teve o maior crescimento. Process Injection (T1055) foi o mais prevalente em mais de 1 milhão de amostras de malware analisadas.


⚠️ Top 10 Vulnerabilidades por Tipo de Alvo

Aplicações Web (OWASP Top 10 2021)

RankingVulnerabilidadeWSTG ID
A01Broken Access ControlWSTG-ATHZ-*
A02Cryptographic FailuresWSTG-CRYP-*
A03Injection (SQL, OS, LDAP)WSTG-INPV-*
A04Insecure DesignWSTG-BUSL-*
A05Security MisconfigurationWSTG-CONF-*
A06Vulnerable ComponentsWSTG-CONF-*
A07Auth and Session FailuresWSTG-ATHN-, WSTG-SESS-
A08Software and Data IntegrityWSTG-INPV-*
A09Logging and Monitoring FailuresWSTG-ERRH-*
A10SSRFWSTG-INPV-19

Redes e Infraestrutura

VetorFrequência (2025)
Credenciais padrão não alteradasMuito Alta
Serviços desnecessários expostosAlta
Patches de OS atrasadosAlta
SMB/RDP exposto sem MFAAlta
SNMP com community string “public”Média
Wildcard certificatesMédia

🧪 Atividades Práticas

🧪 Atividade 1: Aplicar o Checklist Completo em Máquina de Lab

Plataforma: TryHackMe (sala “Basic Pentesting”, “Overpass”, “VulnNet”) ou Hack The Box (máquinas Easy)

Objetivo: executar cada fase deste checklist em uma máquina vulnerável de laboratório e marcar cada item ao concluí-lo.

Procedimento:

  1. Escolha uma máquina “Easy” no TryHackMe ou HTB.
  2. Imprima (ou abra em paralelo) este checklist.
  3. Execute a Fase 0 (documente o “escopo” fictício e o objetivo da máquina).
  4. Execute Fases 1 a 7, marcando os itens completados.
  5. Ao final, produza um mini-relatório (Resumo Executivo + 3 achados técnicos com CVSS).

Resultado esperado: checklist com pelo menos 60% dos itens marcados e um relatório de 1 página documentando os achados. Compartilhe o relatório em PDF com o professor.

🧪 Atividade 2: Adaptar o Checklist para Aplicação Web com OWASP WSTG

Plataforma: DVWA (Damn Vulnerable Web Application), OWASP WebGoat, ou HackTheBox (máquinas web Easy)

Objetivo: usar o OWASP WSTG como referência para testar uma aplicação web vulnerável, mapeando cada teste para um item do checklist.

Procedimento:

  1. Instale o DVWA localmente via Docker: docker run --rm -it -p 80:80 vulnerables/web-dvwa
  2. Acesse http://localhost e configure o nível de segurança para “Low”.
  3. Para cada vulnerabilidade da seção “Exploração Web” deste checklist: a. Localize o teste correspondente no OWASP WSTG (ex.: SQL Injection = WSTG-INPV-05). b. Execute o teste conforme a metodologia do WSTG. c. Documente o payload usado e o resultado obtido (screenshot). d. Marque o item no checklist.
  4. Ao final, compare quais itens do OWASP WSTG você cobriu e quais ficaram fora.

Resultado esperado: relatório técnico com pelo menos 5 vulnerabilidades documentadas (título, payload, evidência, CVSS, recomendação).

🧪 Atividade 3: Comparar seu Checklist com o PTES

Plataforma: Estudo teórico + laboratório (qualquer VM)

Objetivo: identificar gaps entre o que você executa naturalmente e o que o PTES exige em cada fase.

Procedimento:

  1. Acesse o PTES em http://www.pentest-standard.org/
  2. Para cada uma das 7 fases do PTES, anote as ações recomendadas em uma coluna.
  3. Em outra coluna, liste o que você fez na Atividade 1 (checklist aplicado na máquina de lab).
  4. Identifique: quais etapas do PTES você pulou? Por quê?
  5. Reflita: quais etapas fazem mais diferença em um pentest real vs. um CTF?

Resultado esperado: tabela comparativa PTES vs. execução real com pelo menos 5 gaps identificados e justificativa para cada um. Discussão em aula.


Aprofundamento por Fase

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Juntando tudo (745)Visão geral: checklist completo de pentest
Information Gathering Frameworks (OSINT)Fase 1: reconhecimento passivo e frameworks OSINT
Coleta de informaçõesFase 1: técnicas de coleta ativa e passiva
Ferramentas de redes sem fio (802 11)Fase 3: ataques Wi-Fi em detalhes
Escaneamento de IPs e portas (Port Scanning)Fase 2: port scanning com nmap
Mapeamento de vulnerabilidadesFase 2: análise de vulnerabilidades
Exploração do alvoFase 3: técnicas de exploração
Escalonamento de privilégiosFase 4: privesc Linux e Windows
Manutenção do acessoFase 5: persistência e backdoors
Apagando rastrosFase 6.1: anti-forensics e evasão
Documentação ReportFase 7: estrutura do relatório profissional
Ataques em rede localFase 3/4: lateral movement na LAN
Anonimato e privacidadeApoio: anonimato durante o teste
Engenharia socialFase 1/3: vetor humano no pentest

📚 Fontes (2026)