Master Checklist
O Caminho do Pentester
Uma abordagem sistemática para testes de penetração garante que nenhuma etapa seja esquecida.
⚖️ Aviso Legal
Todo conteúdo desta aula é exclusivo para engajamentos autorizados por escrito e ambientes de laboratório (TryHackMe, Hack The Box, VMs locais). A execução não autorizada configura crime tipificado no art. 154-A do Código Penal Brasileiro (invasão de dispositivo informático), com pena de reclusão de 1 a 4 anos e multa, agravada se houver obtenção de dados ou prejuízo econômico.
🗺️ Visão Geral das Fases (Mermaid)
flowchart TD A([🔏 Fase 0<br/>Pré-Engajamento]) --> B([🔍 Fase 1<br/>Reconhecimento]) B --> C([🔎 Fase 2<br/>Escaneamento e<br/>Enumeração]) C --> D([💥 Fase 3<br/>Exploração]) D --> E([🏠 Fase 4<br/>Pós-Exploração e<br/>Privesc]) E --> F([🔒 Fase 5<br/>Persistência]) F --> G([📤 Fase 6<br/>Exfiltração Simulada]) G --> H([📄 Fase 7<br/>Documentação e<br/>Relatório]) A:::pre B:::recon C:::scan D:::exploit E:::post F:::persist G:::exfil H:::report classDef pre fill:#4a5568,stroke:#718096,color:#fff classDef recon fill:#2b6cb0,stroke:#3182ce,color:#fff classDef scan fill:#2c7a7b,stroke:#38b2ac,color:#fff classDef exploit fill:#c05621,stroke:#dd6b20,color:#fff classDef post fill:#744210,stroke:#b7791f,color:#fff classDef persist fill:#553c9a,stroke:#805ad5,color:#fff classDef exfil fill:#702459,stroke:#b83280,color:#fff classDef report fill:#276749,stroke:#38a169,color:#fff
🎯 Fluxo de Decisão (Alvo: Interno ou Externo?)
┌─────────────────────────────────────────────────────────────┐
│ 1. DEFINIR ALVO │
└─────────────────────────────────────────────────────────────┘
│
▼
┌─────────────────────────────────────────────────────────────┐
│ 2. TIPO DE ATAQUE: INTERNO ou EXTERNO? │
└─────────────────────────────────────────────────────────────┘
│
┌─────────────┴─────────────┐
▼ ▼
┌───────────────┐ ┌───────────────┐
│ INTERNO │ │ EXTERNO │
│ (Rede Local) │ │ (Internet) │
└───────────────┘ └───────────────┘
│ │
▼ ▼
Passo 3: Wi-Fi Passo 4: Coleta de
e Rede Local Informações (OSINT)
📋 Checklist Detalhado por Fase
🔏 Fase 0: Pré-Engajamento
Escopo e Autorização
Esta fase equivale ao Pre-Engagement Interactions do PTES e ao Planning Phase do NIST SP 800-115. Sem autorização formal, qualquer passo seguinte configura crime.
Autorização e Escopo
- Identificar o alvo: domínio, faixa de IP, organização
- Redigir e assinar Acordo de Confidencialidade (NDA)
- Obter Autorização de Teste por Escrito (Letter of Authorization, LoA)
- Definir escopo: IPs/domínios incluídos e excluídos
- Definir janela de tempo autorizada (horários de teste)
- Definir Regras de Engajamento (RoE): o que pode/não pode ser feito
- Identificar sistemas fora do escopo (produção crítica, sistemas de terceiros)
- Definir contato de emergência do cliente para incidentes reais durante o teste
- Documentar objetivos: caixa preta, caixa branca ou caixa cinza?
- Combinar formato do relatório final com o cliente
Preparação do Ambiente
- Montar VM de ataque isolada (Kali Linux, Parrot OS)
- Configurar VPN ou rede isolada de laboratório
- Instalar e atualizar todas as ferramentas necessárias
- Verificar conectividade com o alvo dentro do escopo
- Criar pasta de projeto com estrutura de evidências (screenshots, logs, outputs)
🔍 Fase 1: Reconhecimento (Intelligence Gathering)
OSINT e Reconhecimento Passivo
Corresponde à Intelligence Gathering do PTES e à etapa de Coleta de Informações no fluxo. Ver também: Information Gathering Frameworks (OSINT) e Coleta de informações.
Reconhecimento Passivo (sem contato direto com o alvo)
- WHOIS do domínio e bloco de IPs (ver whois)
- Pesquisa no Shodan por serviços expostos (ver shodan)
- Pesquisa no Censys por certificados e hosts (ver censys)
- Google Hacking (Google Dorks): arquivos expostos, painéis de admin, erros (ver Google hacking)
- Coleta de e-mails via theHarvester, Hunter.io, email harvesting (ver Email harvesting)
- Busca em redes sociais (LinkedIn, Twitter/X, GitHub) por funcionários e tecnologias (ver social media tools)
- Análise de metadados de documentos públicos (PDFs, DOCx) com ExifTool ou FOCA
- Consulta a bancos de dados de vazamentos (HaveIBeenPwned, Dehashed)
- Enumeração de subdomínios via Sublist3r, Amass, crt.sh
- Reconhecimento de tecnologias via BuiltWith, Wappalyzer, Shodan (ver Reconhecimento de tecnologias web)
- Verificar arquivos
robots.txt,sitemap.xml,.well-known/ - Usar recon-ng para automatizar múltiplas fontes (ver recon-ng)
- Verificar histórico via Wayback Machine (web.archive.org)
- Identificar fornecedores e provedores de cloud (AWS, Azure, GCP) no DNS/WHOIS
Reconhecimento Ativo (contato direto com o alvo)
- Identificar servidores de e-mail via registros MX
- Enumeração de DNS (zonas, registros A, AAAA, MX, TXT, SPF, DKIM) (ver DNS Enumeration (Enumeração de DNS))
- Realizar zone transfer (AXFR) se permitido
- Detectar WAF (Web Application Firewall) com wafw00f
- Fazer banner grabbing em serviços expostos (netcat, curl, telnet)
🔎 Fase 2: Escaneamento e Enumeração
Mapeamento da Superfície de Ataque
Corresponde à Vulnerability Analysis do PTES e ao escopo de Discovery do NIST SP 800-115. Ver também: Escaneamento de IPs e portas (Port Scanning) e Mapeamento de vulnerabilidades.
Escaneamento de Rede
- Varredura de hosts ativos:
nmap -sn <rede>/24(ping sweep) - Port scanning completo:
nmap -sS -sV -sC -O -p- --min-rate 5000 <alvo> - Identificar sistemas operacionais (OS fingerprinting)
- Identificar versões de serviços (service version detection)
- Escaneamento UDP em portas críticas:
nmap -sU -p 53,67,68,69,123,161,162,500 <alvo> - Identificar portas filtradas vs. fechadas (possíveis bypasses de firewall)
- Scan de vulnerabilidades com Nessus, OpenVAS ou Nuclei
Enumeração de Serviços
- SMB/NetBIOS (porta 445/139):
enum4linux,smbclient,crackmapexec - SNMP (porta 161): community strings padrão (public, private) com
snmpwalk,onesixtyone - LDAP/Active Directory (porta 389/636):
ldapsearch,BloodHound - FTP (porta 21): acesso anônimo, versão vulnerável
- SSH (porta 22): versão, algoritmos permitidos (
ssh -v,nmap --script ssh-auth-methods) - RDP (porta 3389): BlueKeep (CVE-2019-0708), NLA desabilitado
- HTTP/HTTPS (portas 80/443/8080/8443): tecnologias, headers de segurança
- DNS (porta 53): recursão aberta, zone transfer
- NFS (porta 2049): exports acessíveis (
showmount -e <alvo>) - MySQL/MSSQL/PostgreSQL (portas 3306/1433/5432): acesso sem senha, versões
- MongoDB (porta 27017): instâncias sem autenticação
- Redis (porta 6379): acesso sem senha, execução remota
- Elasticsearch (porta 9200): índices públicos sem autenticação
Enumeração Web
- Directory brute-force:
gobuster dir,ffuf,dirbustercom wordlists SecLists - Identificar painéis administrativos:
/admin,/wp-admin,/phpmyadmin,/manager - Detectar tecnologias com Nikto, WhatWeb
- Enumerar parâmetros e endpoints com Arjun, Burp Suite
- Verificar CORS, headers de segurança (CSP, HSTS, X-Frame-Options, X-Content-Type-Options)
- Testar Virtual Hosts com wordlists de subdomínios
💥 Fase 3: Exploração (Exploitation)
⚠️ Apenas em Ambientes Autorizados
Corresponde à fase Exploitation do PTES. Todas as ações aqui requerem autorização explícita (LoA assinada). Ver Exploração do alvo.
Exploração de Serviços de Rede
- Verificar credenciais padrão em todos os serviços identificados
- Força bruta controlada: Hydra, Medusa (dentro do escopo autorizado)
- Exploração de vulnerabilidades conhecidas: Metasploit, ExploitDB, searchsploit
- Testar EternalBlue (MS17-010) em SMB desatualizado
- Explorar credenciais reutilizadas (password spraying com CrackMapExec)
- Testar Kerberoasting e AS-REP Roasting em ambientes AD
- Explorar serviços de impressão (PrintNightmare, CVE-2021-34527)
- Testar injeção SQL em bancos de dados com sqlmap
- Explorar RCE via desserialização (Java, PHP, .NET)
Exploração Web (baseada no OWASP WSTG)
- SQL Injection (WSTG-INPV-05): manual + sqlmap
- XSS Refletido e Armazenado (WSTG-CLNT-01/02): payloads básicos e avançados
- CSRF (WSTG-SESS-05): tokens ausentes ou fracos
- IDOR (WSTG-ATHZ-04): troca de IDs em parâmetros e headers
- Path Traversal / LFI / RFI (WSTG-ATHZ-01):
../../etc/passwd - SSRF (Server-Side Request Forgery): metadados de cloud (169.254.169.254)
- XXE (XML External Entity): upload de XMLs maliciosos
- Upload irrestrito de arquivos: webshells via extensões não filtradas
- Quebra de Autenticação: brute force em login, bypass por manipulação de token JWT
- Injeção de Comandos OS:
; id,| whoami, backticks - Open Redirect: abuso para phishing e bypass de filtros
Exploração de Redes Sem Fio
- Identificar redes Wi-Fi do alvo (ver Ferramentas de redes sem fio (802 11))
- WPS Attack: explorar vulnerabilidades do protocolo WPS com Reaver/Bully
- Força bruta de WPA2: captura de handshake + hashcat/aircrack-ng
- Evil Twin: criar ponto de acesso falso para capturar credenciais (ver Captive Portal)
- Captive Portal: verificar existência e tentar burlar autenticação
- Testar PMKID attack (sem cliente associado) com hcxdumptool
- Avaliar possibilidade de acesso físico via cabo de rede (ver Ataques em rede local)
🏠 Fase 4: Pós-Exploração e Escalação de Privilégios
Demostrar Impacto Real
Corresponde ao Post-Exploitation do PTES e ao Post-Testing do NIST SP 800-115. Ver Escalonamento de privilégios. MITRE ATT&CK TA0004 (Privilege Escalation) e TA0008 (Lateral Movement).
Enumeração Interna (Pós-Acesso)
- Identificar usuário atual e grupos:
whoami /all,id - Listar usuários do sistema:
net user(Windows),cat /etc/passwd(Linux) - Enumerar processos rodando:
ps aux,tasklist - Listar serviços e aplicações instaladas
- Verificar variáveis de ambiente (senhas em variáveis, tokens de API)
- Mapear a rede interna:
ipconfig /all,ip a,arp -a,netstat -an - Identificar shares SMB e arquivos de configuração com credenciais
- Coletar hashes com Mimikatz (Windows) ou
/etc/shadow(Linux) - Usar LinPEAS (Linux) ou WinPEAS (Windows) para enumerar vetores de privesc
Escalação de Privilégios (Linux)
- Verificar permissões SUID/SGID:
find / -perm -4000 2>/dev/null - Verificar entradas no crontab (scripts graváveis pelo usuário atual)
- Verificar
sudo -l: comandos permitidos sem senha - PATH Hijacking: diretórios graváveis antes de binários no PATH
- Verificar arquivos
.bash_history,.bashrc,.envcom credenciais - Explorar kernel desatualizado: DirtyCow (CVE-2016-5195), Dirty Pipe (CVE-2022-0847)
- Verificar serviços rodando como root com configurações graváveis
- Abusar de capabilities Linux (
cap_setuid,cap_net_bind_service)
Escalação de Privilégios (Windows)
- AlwaysInstallElevated (registro): instalação de MSI como SYSTEM
- Unquoted Service Paths: binários em caminhos com espaços sem aspas
- Permissões fracas em serviços (sc qc, AccessChk)
- DLL Hijacking: DLLs ausentes em caminhos graváveis
- Token Impersonation: PrintSpoofer, RoguePotato, JuicyPotato
- Credenciais no registro:
reg query HKLM /f password /t REG_SZ /s - SAM/SYSTEM dump: extração de hashes locais
- Pass-the-Hash com CrackMapExec ou Impacket
Movimento Lateral
- Reutilização de credenciais em outros hosts da rede
- Pass-the-Hash (PtH) e Pass-the-Ticket (PtT) em AD
- Pivoting com Metasploit (route), Chisel, SSHuttle
- Abuso de WMI, PsExec, WinRM para execução remota
- Verificar confiança entre domínios (Domain Trust) no AD
- BloodHound: mapear caminhos de ataque até Domain Admin
🔒 Fase 5: Persistência e Manutenção do Acesso
Manutenção do Acesso
MITRE ATT&CK TA0003 (Persistence). Ver Manutenção do acesso. Em pentest real: documentar SEMPRE que persistência for estabelecida e removê-la ao final do engajamento.
- Backdoors de usuário: criar conta de usuário oculta (documentar e remover ao final)
- Web shells: manter acesso via shell em aplicação web comprometida
- Scheduled Tasks / Cron Jobs: execução automática de payload
- Registry Run Keys (Windows):
HKCU\Software\Microsoft\Windows\CurrentVersion\Run - Startup Folder: colocar payload em
C:\Users\<user>\AppData\Roaming\Microsoft\Windows\Start Menu\Programs\Startup - Serviços Windows maliciosos: criar serviço que executa payload
- SSH Authorized Keys (Linux): adicionar chave pública em
~/.ssh/authorized_keys - Rootkits de nível usuário: bibliotecas LD_PRELOAD, .bashrc modificado
- Verificar persistência em BIOS/UEFI (apenas em engajamentos avançados Red Team)
- Documentar TODOS os mecanismos de persistência criados para remoção pós-teste
📤 Fase 6: Exfiltração Simulada
⚠️ Apenas Simulação
MITRE ATT&CK TA0010 (Exfiltration). Em pentests reais, NUNCA exfiltrar dados reais de clientes. Usar arquivos de teste (honeydocs) para demonstrar o vetor.
- Identificar dados sensíveis acessíveis: credenciais, PII, dados financeiros, propriedade intelectual
- Testar exfiltração via HTTP/HTTPS para servidor controlado (Burp Collaborator, interactsh)
- Testar exfiltração via DNS (dnscat2, iodine) para bypass de firewalls
- Testar exfiltração via ICMP (tunneling) para redes com DPI
- Verificar se DLP (Data Loss Prevention) bloqueia transferências
- Testar compressão e criptografia de dados antes da exfiltração (bypass de IDS)
- Verificar limites de tamanho de transferência e detecção por volume
- Documentar o que poderia ser exfiltrado e o impacto de negócio correspondente
- Testar via protocolos alternativos: SMB, FTP, SFTP para destinos externos
- Verificar egress filtering: quais portas/protocolos saem sem bloqueio
🕵️ Fase 6.1: Apagando Rastros (Anti-Forensics)
Evasão e Ocultação
MITRE ATT&CK TA0005 (Defense Evasion) e TA0006 (Credential Access). Ver Apagando rastros.
- Limpar logs de sistema: Event Viewer (Windows),
/var/log/(Linux) - Remover artefatos criados: binários, scripts, arquivos temporários
- Reverter alterações em registros, crontabs, arquivos de configuração
- Verificar se o antivírus/EDR detectou o payload (fonte valiosa de relatório)
- Documentar TODOS os artefatos criados para garantir limpeza completa
- Verificar timestamps de arquivos (timestomping) e restaurar se necessário
- Remover todas as contas criadas durante o teste
📄 Fase 7: Documentação e Relatório
Entregável Final
Corresponde à Reporting do PTES e ao Post-Testing Activities do NIST SP 800-115. Ver Documentação Report.
Estrutura do Relatório
- Resumo Executivo: para a diretoria não técnica. Impacto de negócio, risco geral, recomendações prioritárias
- Metodologia: quais frameworks foram seguidos (PTES, OWASP WSTG, NIST SP 800-115)
- Escopo: o que foi testado, janela de tempo, tipo de teste
- Sumário de Vulnerabilidades: tabela com contagem por severidade (Crítico, Alto, Médio, Baixo, Informativo)
- Achados Técnicos Detalhados: para cada vulnerabilidade encontrada
Para Cada Vulnerabilidade
- Título e identificador único
- Severidade baseada no CVSS v3.1 (Common Vulnerability Scoring System)
- Descrição técnica clara
- Prova de exploração (screenshots, output de comandos, logs)
- Impacto: o que um atacante real poderia fazer
- Recomendação de remediação com prazo sugerido
- Referências: CVE, CWE, OWASP Top 10, MITRE ATT&CK TTP
Pós-Relatório
- Agendar reunião de debriefing com o cliente
- Oferecer reteste após aplicação das correções (retest/validation)
- Arquivar evidências de forma segura (criptografada)
- Destruir dados do cliente coletados durante o teste (conforme NDA)
1️⃣ Definir o Alvo
Escopo do Teste
- Identificar o alvo (domínio, IP, organização)
- Definir escopo autorizado
- Obter autorização por escrito
2️⃣ Tipo de Ataque
Decisão Importante
| Tipo | Descrição | Próximo Passo |
|---|---|---|
| Interno | Acesso físico ou via rede local | Ir para Passo 3 |
| Externo | Acesso remoto via Internet | Ir para Passo 4 |
3️⃣ Ataque Interno (Rede Local)
Avaliação de Redes Sem Fio
a) Avaliação Inicial
- Identificar redes Wi-Fi do alvo
- Avaliar possibilidade de acesso físico (cabo de rede)
b) Ataques em Redes Sem Fio
| Ataque | Descrição |
|---|---|
| WPS Attack | Explorar vulnerabilidades do protocolo WPS |
| Força Bruta | Descoberta de senha por dicionário/brute force |
| Evil Twin | Criar ponto de acesso falso para capturar credenciais |
| Captive Portal | Verificar existência e tentar burlar |
c) Após Obter Acesso
Próximos Passos
Caso obtenha acesso à rede:
- Enumerar os hosts (dispositivos) da rede
- Partir para o Passo 4
4️⃣ Coleta de Informações
Ferramentas de Coleta Ativa e Passiva
| Fase | Ferramentas |
|---|---|
| Passiva (OSINT) | whois, Google Hacking, Shodan, redes sociais |
| Ativa | nmap, nikto, dirb/gobuster, DNS enumeration |
🧩 Mapeamento MITRE ATT&CK por Fase
ATT&CK Enterprise Matrix (2026)
Cada fase do pentest mapeia para táticas específicas do MITRE ATT&CK. Use para comunicar ao cliente quais TTPs (Táticas, Técnicas e Procedimentos) foram testadas.
| Fase do Pentest | Tática ATT&CK | ID | Técnicas Representativas |
|---|---|---|---|
| Reconhecimento | Reconnaissance | TA0043 | Active Scanning (T1595), Phishing for Info (T1598), OSINT (T1589) |
| Escaneamento | Discovery | TA0007 | Network Service Scanning (T1046), System Info Discovery (T1082) |
| Exploração | Initial Access | TA0001 | Exploit Public-Facing App (T1190), Valid Accounts (T1078) |
| Pós-Exploração | Execution | TA0002 | Command and Scripting Interpreter (T1059), WMI (T1047) |
| Privesc | Privilege Escalation | TA0004 | Exploitation for Privesc (T1068), Abuse Elevation Control (T1548) |
| Movimento Lateral | Lateral Movement | TA0008 | Pass the Hash (T1550.002), Remote Services (T1021) |
| Persistência | Persistence | TA0003 | Scheduled Task (T1053), Boot/Logon Autostart (T1547) |
| Exfiltração | Exfiltration | TA0010 | Exfiltration Over C2 Channel (T1041), DNS (T1048.003) |
| Evasão | Defense Evasion | TA0005 | Indicator Removal (T1070), Process Injection (T1055) |
Nota 2026: Segundo o Picus Red Report 2026, 8 das 10 técnicas mais usadas por atacantes reais visam Evasão de Defesas, Persistência e C2 furtivo. Virtualização/Sandbox Evasion (T1497) teve o maior crescimento. Process Injection (T1055) foi o mais prevalente em mais de 1 milhão de amostras de malware analisadas.
⚠️ Top 10 Vulnerabilidades por Tipo de Alvo
Aplicações Web (OWASP Top 10 2021)
| Ranking | Vulnerabilidade | WSTG ID |
|---|---|---|
| A01 | Broken Access Control | WSTG-ATHZ-* |
| A02 | Cryptographic Failures | WSTG-CRYP-* |
| A03 | Injection (SQL, OS, LDAP) | WSTG-INPV-* |
| A04 | Insecure Design | WSTG-BUSL-* |
| A05 | Security Misconfiguration | WSTG-CONF-* |
| A06 | Vulnerable Components | WSTG-CONF-* |
| A07 | Auth and Session Failures | WSTG-ATHN-, WSTG-SESS- |
| A08 | Software and Data Integrity | WSTG-INPV-* |
| A09 | Logging and Monitoring Failures | WSTG-ERRH-* |
| A10 | SSRF | WSTG-INPV-19 |
Redes e Infraestrutura
| Vetor | Frequência (2025) |
|---|---|
| Credenciais padrão não alteradas | Muito Alta |
| Serviços desnecessários expostos | Alta |
| Patches de OS atrasados | Alta |
| SMB/RDP exposto sem MFA | Alta |
| SNMP com community string “public” | Média |
| Wildcard certificates | Média |
🧪 Atividades Práticas
🧪 Atividade 1: Aplicar o Checklist Completo em Máquina de Lab
Plataforma: TryHackMe (sala “Basic Pentesting”, “Overpass”, “VulnNet”) ou Hack The Box (máquinas Easy)
Objetivo: executar cada fase deste checklist em uma máquina vulnerável de laboratório e marcar cada item ao concluí-lo.
Procedimento:
- Escolha uma máquina “Easy” no TryHackMe ou HTB.
- Imprima (ou abra em paralelo) este checklist.
- Execute a Fase 0 (documente o “escopo” fictício e o objetivo da máquina).
- Execute Fases 1 a 7, marcando os itens completados.
- Ao final, produza um mini-relatório (Resumo Executivo + 3 achados técnicos com CVSS).
Resultado esperado: checklist com pelo menos 60% dos itens marcados e um relatório de 1 página documentando os achados. Compartilhe o relatório em PDF com o professor.
🧪 Atividade 2: Adaptar o Checklist para Aplicação Web com OWASP WSTG
Plataforma: DVWA (Damn Vulnerable Web Application), OWASP WebGoat, ou HackTheBox (máquinas web Easy)
Objetivo: usar o OWASP WSTG como referência para testar uma aplicação web vulnerável, mapeando cada teste para um item do checklist.
Procedimento:
- Instale o DVWA localmente via Docker:
docker run --rm -it -p 80:80 vulnerables/web-dvwa- Acesse
http://localhoste configure o nível de segurança para “Low”.- Para cada vulnerabilidade da seção “Exploração Web” deste checklist: a. Localize o teste correspondente no OWASP WSTG (ex.: SQL Injection = WSTG-INPV-05). b. Execute o teste conforme a metodologia do WSTG. c. Documente o payload usado e o resultado obtido (screenshot). d. Marque o item no checklist.
- Ao final, compare quais itens do OWASP WSTG você cobriu e quais ficaram fora.
Resultado esperado: relatório técnico com pelo menos 5 vulnerabilidades documentadas (título, payload, evidência, CVSS, recomendação).
🧪 Atividade 3: Comparar seu Checklist com o PTES
Plataforma: Estudo teórico + laboratório (qualquer VM)
Objetivo: identificar gaps entre o que você executa naturalmente e o que o PTES exige em cada fase.
Procedimento:
- Acesse o PTES em
http://www.pentest-standard.org/- Para cada uma das 7 fases do PTES, anote as ações recomendadas em uma coluna.
- Em outra coluna, liste o que você fez na Atividade 1 (checklist aplicado na máquina de lab).
- Identifique: quais etapas do PTES você pulou? Por quê?
- Reflita: quais etapas fazem mais diferença em um pentest real vs. um CTF?
Resultado esperado: tabela comparativa PTES vs. execução real com pelo menos 5 gaps identificados e justificativa para cada um. Discussão em aula.
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| Coleta de informações | Fase 1: técnicas de coleta ativa e passiva |
| Ferramentas de redes sem fio (802 11) | Fase 3: ataques Wi-Fi em detalhes |
| Escaneamento de IPs e portas (Port Scanning) | Fase 2: port scanning com nmap |
| Mapeamento de vulnerabilidades | Fase 2: análise de vulnerabilidades |
| Exploração do alvo | Fase 3: técnicas de exploração |
| Escalonamento de privilégios | Fase 4: privesc Linux e Windows |
| Manutenção do acesso | Fase 5: persistência e backdoors |
| Apagando rastros | Fase 6.1: anti-forensics e evasão |
| Documentação Report | Fase 7: estrutura do relatório profissional |
| Ataques em rede local | Fase 3/4: lateral movement na LAN |
| Anonimato e privacidade | Apoio: anonimato durante o teste |
| Engenharia social | Fase 1/3: vetor humano no pentest |
📚 Fontes (2026)
- PTES (Penetration Testing Execution Standard): http://www.pentest-standard.org/ - framework de 7 fases que define o padrão da indústria para condução de pentests do início ao fim.
- OWASP WSTG v4.2 (Web Security Testing Guide): https://owasp.org/www-project-web-security-testing-guide/ - guia com mais de 90 casos de teste específicos para aplicações web, organizados em 12 categorias. Versão 5.0 em desenvolvimento (2026).
- MITRE ATT&CK Enterprise Matrix: https://attack.mitre.org/ - base de conhecimento de táticas e técnicas usadas por adversários reais, com mapeamento para fases de pentest.
- Picus Red Report 2026: https://www.picussecurity.com/red-report - análise de 1 milhão de amostras de malware mapeadas para ATT&CK. Top: Process Injection (T1055), Virtualization Evasion (T1497).
- NIST SP 800-115: https://www.softwaresecured.com/post/nist-sp-800-115-and-penetration-testing - guia técnico do NIST para testes de segurança, com fases: Planning, Discovery, Exploitation, Post-Testing.
- Deepstrike Penetration Testing Methodology (2025): https://deepstrike.io/blog/penetration-testing-methodology - guia completo de metodologia de pentest com checklists por fase.
- Qualysec Pentest Checklist (2026): https://qualysec.com/penetration-testing-checklist/ - checklist abrangente por fase para testes de penetração.
- HackerDNA OWASP WSTG (2026): https://hackerdna.com/blog/owasp-web-security-testing-guide - como usar o WSTG na prática.