Descobrindo Alvos Vulneráveis

Encontrando Pontos Fracos

Antes de explorar, é preciso descobrir onde estão as vulnerabilidades.


🎯 Técnicas e Ferramentas de Reconhecimento

Arsenal de Descoberta

Reconhecimento passivo significa coletar informações sem interagir diretamente com o alvo. Você OBSERVA, não testa e não acessa sistemas de terceiros sem autorização.

Motores de Busca Especializados

FerramentaDescriçãoLink
ShodanBusca dispositivos conectados à internet (portas abertas, banners, versões de software)shodan.io
CensysInfraestrutura, certificados TLS e serviços expostossearch.censys.io
ZoomEyeMotor de busca chinês, similar ao Shodanzoomeye.org
FofaBusca de ativos de rede, foco em infraestrutura asiáticafofa.so

Técnicas de Busca

TécnicaDescrição
Google Hacking (Dorking)Buscas avançadas no Google para encontrar informações expostas
Certificate TransparencyBusca por certificados SSL emitidos para um domínio (crt.sh)
DNS EnumerationDescoberta de subdomínios e registros DNS públicos
Port ScanningIdentificação de serviços em execução em hosts autorizados

🔍 Exemplos de Dorks

Buscas para Entender Exposição (reconhecimento passivo)

Google

intitle:"Index of" inurl:/backup
filetype:sql "password"
site:*.gov.br inurl:login

Shodan

port:22 country:BR
"default password"
"MongoDB Server Information"

Censys

location.country_code: BR
services.http.response.html_title:"Index of"

🔭 Como Usar Shodan e Censys para OBSERVAR (Não Invadir)

Linha Vermelha Intransponível

Encontrar um dispositivo exposto no Shodan ou Censys NÃO é autorização para acessá-lo. Observar é legal. Acessar sem autorização é crime (art. 154-A do Código Penal, pena de 1 a 4 anos de reclusão, ampliada pela Lei 14.155/2021).

O objetivo desta seção é entender o que está visível publicamente, treinar o olhar analítico e aprender a interpretar exposição de superfície de ataque. Toda prática a seguir é de observação passiva.

Passo a Passo no Shodan

1. Crie uma conta gratuita em shodan.io.

A conta gratuita permite pesquisas básicas com resultados limitados, suficientes para fins didáticos.

2. Pesquise seu próprio IP (recurso “My IP”).

No Shodan, clique em “My IP” (canto superior direito) ou acesse https://www.shodan.io/host/<seu_ip>. Você verá:

  • Portas abertas visíveis na internet
  • Banners de serviços (ex.: versão do SSH, Apache, nginx)
  • Localização geográfica aproximada
  • Histórico de escaneamentos anteriores

Isso mostra exatamente o que um atacante externo veria do seu endereço, sem que você precise tocar em nada alheio.

3. Interprete os banners de serviço.

Cada porta aberta retorna um banner. Exemplos do que observar:

  • OpenSSH_8.2p1 indica versão do SSH (checar CVEs conhecidos via nvd.nist.gov)
  • Apache httpd 2.4.29 frequentemente desatualizado (EOL)
  • "default password" no banner indica dispositivo IoT sem configuração

4. Use filtros para estudar exposição em escala (dados públicos).

org:"Ministerio da Educacao" country:BR
port:3306 country:BR "MySQL"
ssl.cert.subject.cn:"*.gov.br"

Esses filtros mostram o que está exposto publicamente. Você está lendo dados que o próprio Shodan coletou; não há conexão sua com os alvos.

5. No Censys, use a aba “Search” para analisar certificados.

Acesse search.censys.io e pesquise por domínio. O Censys é especialmente útil para mapear subdomínios via Certificate Transparency:

parsed.names: exemplo.com.br

O que Você NUNCA deve Fazer

  • Conectar a uma porta aberta encontrada no Shodan sem autorização explícita
  • Usar credenciais padrão encontradas nos banners para logar em dispositivos de terceiros
  • Automatizar requisições para IPs coletados no Shodan (scanning ativo sem autorização)
  • Salvar e redistribuir dados de sistemas de terceiros identificados nas buscas

🧪 Atividade: Meu Próprio IP no Shodan

Plataforma: Shodan (conta gratuita em shodan.io) Tarefa: Acesse shodan.io/host/<seu-ip> (use o “My IP” do próprio Shodan). Documente: quantas portas aparecem como abertas, quais serviços são identificados, qual versão de software está exposta. Não clique, não conecte, não teste: apenas leia o relatório. Resultado esperado: Entendimento do que um atacante externo enxerga do seu endereço. Se você estiver usando NAT/roteador doméstico, provavelmente verá o IP público do roteador e não o do seu computador; isso também é uma lição sobre arquitetura de rede.


Art. 154-A do Código Penal Brasileiro

A Lei 12.737/2012 (conhecida como Lei Carolina Dieckmann), ampliada pela Lei 14.155/2021, tipifica o crime de invasão de dispositivo informático: “Invadir dispositivo informático alheio, conectado ou não à rede de computadores, mediante violação indevida de mecanismo de segurança e com fim de obter, adulterar ou destruir dados ou informações sem autorização expressa ou tácita do titular.”

Pena atual: reclusão de 1 a 4 anos e multa. Forma qualificada (acesso a comunicações privadas, segredos comerciais): reclusão de 2 a 5 anos.

Exceção legal: o técnico que acessa um sistema com autorização expressa ou tácita do proprietário (ex.: contrato de pentest, programa de bug bounty com safe harbor) não comete crime.

A fronteira é simples:

SituaçãoLegal?
Treinar em máquinas do VulnHub na sua própria redeSim
Resolver labs no TryHackMe ou Hack The BoxSim
Testar em ambiente montado por você (DVWA, Metasploitable)Sim
Bug bounty dentro do escopo definido pelo programaSim
Testar o próprio servidor/site que você administraSim (cuidado com serviços de terceiros hospedados)
Observar no Shodan sem conectarSim
Acessar uma porta aberta de terceiro encontrada no ShodanNÃO: crime
Usar credencial padrão de IoT sem autorizaçãoNÃO: crime
Testar site de empresa sem programa de bug bountyNÃO: crime
Testar “só pra ver” um servidor de escola ou governoNÃO: crime

Ambientes Criados Exatamente para Isso

Todas as plataformas abaixo fornecem autorização expressa para que você teste os sistemas delas. Você pode atacar, explorar e comprometer: é para isso que foram criadas.

Plataformas de Labs Online

PlataformaTipoGratuito?NívelFoco
TryHackMeLabs guiados no browserSim (parcial)Iniciante a intermediárioTrilhas estruturadas, teoria + prática
Hack The Box (HTB)Máquinas realistasSim (máquinas aposentadas)Intermediário a avançadoPentest independente, sem guia
HTB AcademyCursos interativosSim (módulos iniciais)Iniciante a avançadoBug bounty, web, AD, mobile
PortSwigger Web Security AcademyLabs de web hacking100% gratuitoTodos os níveisWeb: SQLi, XSS, SSRF, CSRF, JWT…
PentesterLabExercícios práticosSim (labs básicos)Iniciante a avançadoWeb, crypto, Linux
VulnHubVMs para download100% gratuitoIniciante a avançadoRede, web, privilege escalation

Detalhes de Cada Plataforma

TryHackMe (tryhackme.com)

A plataforma ideal para começar. Os labs rodam no browser sem necessidade de instalar nada. Há trilhas de aprendizagem sequenciais: “Pre-Security”, “Complete Beginner”, “Offensive Pentesting”. O plano gratuito dá acesso a muitas salas. Assinatura premium (cerca de US$ 14/mês em 2026) libera todas as trilhas e salas.

Hack The Box (hackthebox.com)

Foco em realismo: as máquinas se comportam como sistemas reais e não há tutorial. O plano pago (VIP+, único disponível desde outubro de 2025, US$ 25/mês ou US$ 223/ano) libera máquinas aposentadas com writeups oficiais, que são o caminho recomendado para iniciantes. O HTB Academy (academy.hackthebox.com) tem módulos gratuitos sobre fundamentos e uma trilha específica para bug bounty hunter.

PortSwigger Web Security Academy (portswigger.net/web-security)

Completamente gratuito e mantido pela mesma empresa que faz o Burp Suite. Cobre todos os tópicos de web hacking com labs interativos: SQL injection, XSS, SSRF, deserialization, OAuth, JWT, business logic flaws e mais de 250 labs no total. Referência obrigatória para quem quer especialização em web.

VulnHub (vulnhub.com)

Máquinas virtuais (.ova/.vmdk) para download e execução local no VirtualBox ou VMware. Totalmente gratuito. Mais de 800 máquinas disponíveis, filtráveis por nível (very easy, easy, medium, hard) e categoria (web, network, CTF). Você monta o lab na sua própria máquina: a VM vulnerável fica em rede isolada (modo “Host-Only” no VirtualBox) e a sua Kali Linux ataca a partir do mesmo host.

PentesterLab (pentesterlab.com)

Exercícios práticos com foco em web e exploração de CVEs reais. O plano gratuito cobre exercícios introdutórios. O plano PRO (US$ 19/mês) libera todos os exercícios, incluindo trilhas certificadas.


O Que É Bug Bounty

Empresas publicam programas de bug bounty convidando pesquisadores externos para encontrar vulnerabilidades em seus sistemas, em troca de recompensas (de agradecimento público a pagamentos em dinheiro). Ao participar, você recebe autorização explícita para testar, dentro do escopo definido. Isso é pentest legal em sistemas reais de produção.

Principais Plataformas de Bug Bounty

PlataformaProgramasGratuito para pesquisadores?Link
HackerOneMais de 3.000 programasSimhackerone.com
BugcrowdCentenas de programasSimbugcrowd.com
IntigritiFoco europeuSimintigriti.com
Open Bug BountyProgramas abertosSimopenbugbounty.org

Como Ler um Escopo de Bug Bounty

Todo programa de bug bounty tem um documento de escopo (policy). Antes de testar qualquer coisa, leia esse documento do começo ao fim. Ele define:

1. In scope (o que você PODE testar): Normalmente lista domínios, IPs, aplicativos móveis ou funcionalidades específicas. Exemplo real de escopo:

In scope:
  - *.exemplo.com (exceto blog.exemplo.com)
  - API: api.exemplo.com
  - App iOS versão 3.2 ou superior

2. Out of scope (o que você NÃO pode testar):

Out of scope:
  - Ataques de DoS/DDoS
  - Engenharia social contra funcionários
  - Testes que interrompam operações normais
  - blog.exemplo.com
  - Infraestrutura de terceiros hospedada no domínio

3. Regras de engajamento: Define técnicas proibidas mesmo dentro do escopo (ex.: não usar scanners automáticos agressivos, não exfiltrar dados reais de usuários, não modificar dados de produção).

4. Safe harbor: Cláusula que garante proteção legal ao pesquisador que seguir as regras. Se você testar algo out of scope, o safe harbor não te protege.

Regra de Ouro do Bug Bounty

Testar algo fora do escopo descrito, mesmo que seja um subdomínio da mesma empresa, é crime. O safe harbor só vale para o que está explicitamente listado como in scope. Em caso de dúvida, pergunte ao programa antes de testar.

Programas Recomendados para Iniciantes

Alguns programas têm escopo amplo e são reconhecidamente amigáveis para iniciantes:

  • HackerOne Security (hackerone.com/security): O próprio HackerOne tem bug bounty.
  • US Department of Defense (hackerone.com/deptofdefense): Programa público amplo, escopo em ativos do DoD expostos na internet.
  • Programas “Vulnerability Disclosure Programs” (VDP): Não pagam recompensa em dinheiro, mas aceitam reportes e são bons para ganhar experiência.

🧪 Atividade: Lendo um Escopo Real no HackerOne

Plataforma: HackerOne (conta gratuita em hackerone.com) Tarefa:

  1. Crie uma conta gratuita no HackerOne.
  2. Acesse hackerone.com/bug-bounty-programs.
  3. Filtre por “Managed Bug Bounty” + “Public”.
  4. Abra o programa de qualquer empresa que você reconheça.
  5. Leia o documento de Policy completo.
  6. Responda por escrito: (a) O que está in scope? (b) O que está out of scope? (c) Quais técnicas são proibidas mesmo dentro do escopo? (d) Há safe harbor?

Resultado esperado: Você consegue distinguir o que seria legal testar do que seria crime, a partir do documento público do programa, sem ainda executar nenhum teste.


Além das plataformas online, você pode montar um ambiente vulnerável na sua própria máquina. Todo o tráfego fica em rede interna: você nunca toca em sistemas de terceiros.

Aplicações Intencionalmente Vulneráveis

AplicaçãoFocoComo Rodar
DVWA (Damn Vulnerable Web App)Web hacking básicoDocker: docker run -d -p 80:80 vulnerables/web-dvwa
Metasploitable 2/3Exploração de serviços de redeVM no VirtualBox (download em SourceForge)
WebGoat (OWASP)OWASP Top 10Docker: docker run -p 8080:8080 webgoat/goat-and-wolf
BWAPPMais de 100 vulnerabilidades webVM ou instalação local
VMs do VulnHubVariedade grandeDownload e importar no VirtualBox

Configuração Segura do Lab

Isolamento de rede é obrigatório. Máquinas vulneráveis não podem estar na mesma rede que outros dispositivos. No VirtualBox:

  1. Selecione a VM vulnerável, vá em “Configurações” > “Rede”.
  2. Troque de “NAT” ou “Bridge” para “Host-Only Adapter”.
  3. Faça o mesmo na sua Kali Linux (ou use “Internal Network” se quiser isolar ainda mais).
  4. Resultado: Kali e a VM vulnerável se enxergam, mas nenhuma das duas acessa a internet nem a rede doméstica.

Nunca coloque uma VM vulnerável em Bridge ou NAT sem firewall

No modo Bridge, a VM fica visível para toda a rede local (e potencialmente para a internet se o roteador tiver forwarding). No modo NAT sem configuração adequada, a VM pode ser acessada por outros dispositivos da rede interna do VirtualBox. Use Host-Only para laboratórios.


⚠️ Considerações Éticas e Legais

Regras Invioláveis

  • Descobrir vulnerabilidades em sistemas alheios via Shodan/Censys é diferente de explorar essas vulnerabilidades
  • Apenas realize testes em sistemas para os quais você tem autorização documentada
  • Bug bounty só dentro do escopo explícito do programa
  • Reporte vulnerabilidades encontradas de forma responsável (disclosure coordenado)
  • Art. 154-A do Código Penal: invasão de dispositivo informático alheio sem autorização resulta em reclusão de 1 a 4 anos e multa
  • A pena aumenta se houver prejuízo econômico, acesso a comunicações privadas ou controle remoto não autorizado

graph TD
    A[Quero praticar pentest] --> B{Tenho autorização?}
    B -- Não --> C[ILEGAL]
    B -- Sim --> D{Que tipo?}
    
    D --> E[Ambiente próprio / lab local]
    D --> F[Plataforma de treino]
    D --> G[Bug bounty dentro do escopo]
    
    E --> E1[DVWA, Metasploitable, WebGoat]
    E --> E2[VMs do VulnHub em Host-Only]
    
    F --> F1[TryHackMe]
    F --> F2[Hack The Box]
    F --> F3[PortSwigger Web Security Academy]
    F --> F4[PentesterLab]
    
    G --> G1[HackerOne]
    G --> G2[Bugcrowd]
    G --> G3[Intigriti]
    
    C --> C1[Art. 154-A CP: 1-4 anos + multa]
    C --> C2[Shodan e ver: OK]
    C --> C3[Shodan e conectar: crime]

    style C fill:#ff4444,color:#fff
    style C1 fill:#ff4444,color:#fff
    style C2 fill:#ffaa00,color:#fff
    style C3 fill:#ff4444,color:#fff
    style E1 fill:#44aa44,color:#fff
    style E2 fill:#44aa44,color:#fff
    style F1 fill:#44aa44,color:#fff
    style F2 fill:#44aa44,color:#fff
    style F3 fill:#44aa44,color:#fff
    style F4 fill:#44aa44,color:#fff
    style G1 fill:#44aa44,color:#fff
    style G2 fill:#44aa44,color:#fff
    style G3 fill:#44aa44,color:#fff

🔍 Exemplos de Dorks (revisados)

Buscas para Entender Exposição (reconhecimento passivo)

Esses exemplos são para fins de estudo e consciência situacional. Os resultados mostram o que está publicamente indexado. Não acesse, não teste, não interaja com sistemas de terceiros.

Google

intitle:"Index of" inurl:/backup
filetype:sql "password"
site:*.gov.br inurl:login

Shodan

port:22 country:BR
"default password"
"MongoDB Server Information"

Censys

location.country_code: BR
services.http.response.html_title:"Index of"

🧪 Atividades Práticas

🧪 Atividade 1: Encontrando e Iniciando uma Máquina no VulnHub

Plataforma: VulnHub (vulnhub.com) + VirtualBox

Tarefa:

  1. Acesse vulnhub.com e filtre por dificuldade “Easy” ou “Very Easy”.
  2. Identifique pelo menos 3 máquinas com foco diferente (ex.: uma web, uma rede, uma Linux privilege escalation).
  3. Escolha uma e leia a descrição completa: objetivo da máquina, nível, ferramentas sugeridas.
  4. Faça o download do arquivo .ova.
  5. Importe no VirtualBox: “Arquivo” > “Importar Appliance”.
  6. Configure a rede da VM para Host-Only Adapter.
  7. Inicie a VM e confirme que ela aparece na rede Host-Only (use netdiscover ou nmap da Kali contra a subnet 192.168.56.0/24 ou equivalente).

Resultado esperado: VM vulnerável rodando, isolada na rede Host-Only, acessível da Kali Linux. Você está pronto para começar o pentest, totalmente dentro do seu próprio ambiente.

🧪 Atividade 2: Lendo um Escopo Real no HackerOne

Plataforma: HackerOne (conta gratuita em hackerone.com)

Tarefa:

  1. Crie uma conta gratuita no HackerOne.
  2. Acesse hackerone.com/bug-bounty-programs.
  3. Filtre por “Managed Bug Bounty” + “Public”.
  4. Abra o programa de qualquer empresa que você reconheça.
  5. Leia o documento de Policy completo.
  6. Responda por escrito:
    • O que está in scope?
    • O que está out of scope?
    • Quais técnicas são proibidas mesmo dentro do escopo?
    • Há safe harbor? O que ele garante?
    • Se você encontrasse uma vulnerabilidade em um domínio parecido mas NÃO listado no scope, o que faria?

Resultado esperado: Você consegue distinguir o que seria legal testar do que seria crime, a partir do documento público do programa.

🧪 Atividade 3: Meu Próprio IP no Shodan

Plataforma: Shodan (conta gratuita em shodan.io)

Tarefa:

  1. Crie uma conta gratuita no Shodan.
  2. No menu superior direito, clique em “My IP” (ou acesse https://www.shodan.io/host/<seu-ip-público>).
  3. Observe e documente:
    • Quais portas aparecem como abertas?
    • Quais serviços e versões de software são identificados?
    • Há banners com informações de versão?
    • Há registros históricos de escaneamentos anteriores?
  4. Para cada porta/serviço encontrado, consulte nvd.nist.gov e pesquise se há CVEs conhecidos para aquela versão.

Resultado esperado: Você entende o que um atacante externo enxerga do seu endereço IP, sem tocar em nenhum sistema de terceiro. Se você estiver atrás de NAT doméstico, verá o IP do roteador, o que também é uma lição sobre perímetro de rede.

Importante: Você está lendo dados que o Shodan coletou em varreduras próprias. Você não está fazendo port scan em ninguém: está lendo um banco de dados público.


📚 Fontes (2026)